Imai

Dutra Sarmento

25 anos de trabalho dentro da mesma fábrica e uma só certeza: se pudesse, faria tudo de novo com a disposição e alegria de sempre.

Imai iniciou sua carreira na Albarus em 13 de fevereiro de 1989, com uma indicação de seu primo, Paulo Sérgio, que trabalhava na empresa. “Eu tinha 24 anos, na época, e trabalhava na distribuição de gás, um serviço bastante pesado e também arriscado – queria mudar de vida e vi nessa oportunidade uma chance de ter um estilo de vida melhor”, afirma.

Imai conta que estranhou um pouco seu início na Albarus como Auxiliar de Produção na linha de Garfo e Flange, mas por um bom motivo. “Era um serviço mais tranquilo, mais seguro e muito mais leve do que carregar 600 butijões de gás todos os dias por toda a região metropolitana de Porto Alegre, era dureza mas serviu para colocar as coisas em perspectiva – dali pra diante, foi só melhora”, relata.

Logo em seguida, Imai foi transferido para o Segundo Turno, para sua tristeza. “Esse era um turno difícil de trabalhar, de se acostumar com o horário – ninguém queria ficar e eu não fui diferente, avisei meu chefe que, quando tivesse a oportunidade de trocar, gostaria de ir pro turno da noite”, explica. Meses depois, ele conseguiu trocar de horário – só não sabia que permaneceria no Terceiro Turno por 24 anos.

Imai conta que se adaptou rapidamente à nova rotina noturna e que, logo, fez amizade com os colegas – neste turno, ele passou pela Ponteira, Luva, Terminal e pela Linha Pesada, sempre atuando como Operador de Máquina. “Conforme os anos iam passando, fiquei conhecido como um colaborador mais experiente e a gurizada vinha pedir conselhos e ajuda em determinadas situações da fábrica, isso sempre foi muito gratificante”, diz.

Ele sempre se considerou corajoso e, certa feita, ouviu uma conversa de que queriam lhe transferir de volta para o Segundo Turno, depois de muitos anos trabalhando na noite. “Não tive dúvidas: esperei amanhecer e fui até a sala do Juarez Costa, para pedir que isso não acontecesse”, lembra, aos risos. Tanta ousadia deu certo: Imai seguiu no Terceiro Turno, e ninguém mais quis trocá-lo de horário. “O pessoal, na época, me achou muito ousado mas eu acho que fiz certo: eu já estava há mais de 20 anos na noite e começava a pensar na minha aposentadoria, mas queria que isso acontecesse no Terceiro Turno, onde trabalhei a maioria da minha vida”, explica. Imai se declara um grande fã de Juarez Costa, “um administrador humano, que suja o sapato na fábrica e se preocupa com os colaboradores, além de saber que o coração da empresa é a fábrica”, destaca.

Imai diz que adorava o Terceiro Turno por causa do silêncio. “Eu sou um cara que gosta de ficar quieto, na minha, tranquilo. Sou mais reservado, mas sempre gostei de jogar sinuca na empresa depois de jantar”, lembra. Além disso, Imai também era o assador oficial dos churrascos da fábrica de Cardans.  

Imai saiu da empresa em 19 de novembro de 2014 – já estava aposentado desde julho de 2013. “Eu adorava meu trabalho na Albarus, gostava de ser operador de máquina. Gostava muito de ensinar e ajudar a gurizada mais nova e passar meu conhecimento e experiência pra eles. Tudo valeu a pena”, conclui.

Casado com Eleni, ele tem três filhos: Amanda, Dionata e Matheus, e dois netinhos, Vitória e Samuel. A família adora passear nos finais de semana, assar um bom churrasco e a paixão de Imai é cozinhar pra toda a turma e ficar perto dos netinhos.

Imai Dutra Sarmento

“Eu adorava meu trabalho na Albarus, gostava de ser operador de máquina. Gostava muito de ensinar e ajudar a gurizada mais nova e passar meu conhecimento e experiência pra eles. Tudo valeu a pena.”