Helton

Braz dos Santos

Sabe aquelas pessoas que viram icônicas dentro da fábrica? O sorridente Helton Braz é assim – durante 20 anos, ele atuou na Divisão de Elastômeros e se aposentou como um grande amigo e orientador do pessoal mais jovem da fábrica, que sempre buscava suas orientações profissionais e conselhos de amigo experiente.

Helton iniciou sua carreira na Dana em 5 de janeiro de 1993, como ajudante do Almoxarifado. Ele começou a trabalhar na empresa como temporário, num momento de alta da produção. Antes disso, ele tinha tido muita vivência de fábrica – atuou durante 13 anos na Nutrella e mais 2 anos na metalúrgica Marimon. “Estava buscando um novo emprego e, lendo os classificados do Diário Gaúcho, vi uma vaga de ajudante do Almoxarifado e já me candidatei”, lembra.

Ele foi contratado para ocupar esta vaga temporária e, depois dos 3 primeiros meses de Dana, o então gerente da fábrica da Divisão de Elastômeros, Paulo Rocha, convidou-o para integrar o quadro de colaboradores da empresa de forma definitiva. “Ele gostou do meu trabalho e me chamou para trabalhar na montagem dos kits de do mancal, que ficavam no começo da fábrica naquele tempo”, recorda. O apelido de Helton dentro da fábrica foi dado pelo chefe Paulo Rocha. “Naquela época, estavam buscando o PC Farias, e o Rocha me achava parecido com ele – pronto, o apelido pegou! Até hoje, se alguém perguntar pelo Helton na fábrica ninguém sabe quem é – lá dentro, sou sempre o PC”, conta, aos risos.

Além do início desta etapa de sua carreira na produção, começava também uma grande parceria – Helton trabalhou durante 13 anos em dupla com Ana Maria Souza, hoje também aposentada, numa amizade e parceria inigualáveis em sua carreira. “Somos amigos até hoje – ela era muito perfeccionista, exigente e nossa parceria deu certo porque nossas personalidades se complementam. Eu sempre gostei muito da Ana Maria, fiquei triste quando ela se aposentou antes de mim – ainda bem que mantivemos a amizade”, conta ele.

Helton também trabalhou na linha de protetores termoacústicos (TAPS – Thermal-Acoustical Protective Shielding), uma linha que havia acabado de ser desenvolvida na Divisão de Elastômeros – “a menina dos olhos” da fábrica, como ele mesmo define. Ali, Helton trabalhou por 6 anos. “Em todos os setores que trabalhei, procurei ter sempre uma relação boa com meus colegas e com meus chefes – até hoje, considero alguns dos colegas mais jovens como meus filhos, a quem dava conselhos e puxões de orelha, quando necessário”, ri ele. Uma das pessoas que ele faz questão de mencionar com carinho é Paulo Rocha, “um chefe diferente, gente como a gente, um apaixonado pela produção e por estar no chão de fábrica!”.

Além dos ex-colegas de empresa, Helton lembra com carinho das festas de final de ano na empresa, os famosos Open House, quando os familiares dos colaboradores eram convidados a conhecer a companhia. “Nunca vi nada igual, eram as melhores celebrações! Todas as famílias se reuniam e tinham uma chance de conviver, era emocionante!”, diz.

Depois dos seus 6 anos atuando na linha de TAPS, o conhecimento de Helton foi usado para orientar os mais novos na fábrica com toda a paciência e bom humor. “Eu era o ‘paizão’, o mais velho da turma, e a gurizada precisava ser treinada por alguém”, afirma. Helton ficou por mais 1 ano na Dana, nessa posição de “coringa” dentro da fábrica – onde mais precisavam dele, atuava. E engana-se quem pensa que o lado “paizão” de seu Helton ficava apenas dentro da fábrica. “A Cristine Pires, dos Recursos Humanos, e a Mariê Rocha, do Sistema de Gestão Ambiental, revezavam para ver quem almoçava comigo ou ia pra casa no mesmo trajeto do ônibus – tem muita gente do departamento administrativo que tenho carinho com se fossem meus filhos”, diz, emocionado.

Destes “20 anos, 1 mês e 5 dias” de trabalho, como ele gosta de contar com exatidão, ele só tem lembranças e sentimentos bons. “A Dana foi a melhor empresa em que eu trabalhei. A vivência que tive ali superou tudo – a empresa me deu suporte, trabalho digno, plano de saúde e condições de criar meus filhos. E me deu coisas que não tem preço, como a amizade. A Dana me trouxe muitas, muitas coisas boas – o lado positivo supera qualquer coisa”, afirma. “Só quem trabalhou na Dana sabe – o vínculo é permanente e duradouro”.

Helton se aposentou em 2013 e, logo, saiu pra pegar a estrada. “Fiz uma viagem de mais de 3 mil quilômetros e passamos pela Bahia, por Minas Gerais… Foi incrível!”, relata. Há 2 anos, Helton é casado com Oriolina Barbosa Machado, sua grande companheira de passeios e alegria na aposentadoria. Helton tem seis filhos (Helton John, Dilamar, Daniele, Viviane, Daniel e Wesley) e dez netos que fazem a alegria da casa e do vovô coruja. Oriolina tem mais sete netos e, nos finais de semana, a maioria deles enche a casa dos dois de alegria e amor. “Adoramos viajar e estamos de partida para Porto Seguro em alguns dias – agora temos que aproveitar a vida”, conclui Helton, sorridente.

Helton Braz

“A Dana foi a melhor empresa em que eu trabalhei. A vivência que tive ali superou tudo – a empresa me deu suporte, trabalho digno, plano de saúde e condições de criar meus filhos. E me deu coisas que não tem preço, como a amizade. A Dana me trouxe muitas, muitas coisas boas – o lado positivo supera qualquer coisa. Só quem trabalhou na Dana sabe – o vínculo é permanente e duradouro”.