Ernesto Bragion

Ernesto

Bragion

Aprendizados constantes, várias promoções e amigos fieis. Este é o saldo dos 20 anos de atividades profissionais de Ernesto Bragion, que ao conquistar sua vaga na empresa  sequer tinha ideia de qual trabalho era realizado por uma metalúrgica.

A intenção de Ernesto Bragion ao mudar-se para Jundiaí em 1972 era tocar o bar da família. Para quem, aos 17 anos, já havia trabalhado como roceiro, tapeceiro e pedreiro, o mais complicado foi adaptar-se ao clima frio e à longa jornada atrás do balcão. Na única folga mensal viajava para Capivari, sua cidade natal, para visitar a namorada Edna. O casamento em 1977 e a chegada do filho Daniel dois anos depois o fizeram repensar sua trajetória profissional e em busca de maior estabilidade financeira resolveu procurar um emprego fixo. Pediu ao irmão Luis Carlos Bragion, que já trabalhava na metalúrgica adquirida pela Dana em 2016, para ver se havia alguma vaga na empresa. A indicação rendeu uma entrevista e, em dezembro de 1979, Ernesto foi contratado como operador de máquina da usinagem de virabrequim. “Eu não tinha a menor ideia do que uma empresa de metalurgia fazia, mas em apenas dois dias aprendi o serviço. O bom é que por conta do bar eu já conhecia um monte de gente que trabalhava ali e eles me ajudaram bastante no começo”, diz.

A primeira promoção veio após três anos e aconteceu de forma bem inusitada. Um dia seu supervisor pediu para fazer a varrição dos corredores do departamento porque o faxineiro tinha faltado. Ele achou estranho, mas sem hesitar aceitou a tarefa e só pediu para ensiná-lo a usar a máquina. “Varri umas três ruas e aí ele pediu para eu voltar para o meu posto porque o rapaz tinha chegado. No dia seguinte me promoveram a preparador de máquina. Acho que o trabalho de faxina no dia anterior foi um teste para ver se realmente abraçava as necessidades da empresa”, acredita.

Passado três anos e meio, Bragion conquistou o cargo de encarregado. O departamento era dividido em quatro estações e ele ficou responsável pelo quarto grupo composto por 30 profissionais, que cuidavam do acabamento das peças. Um ano e meio depois assumiu o mesmo posto no grupo 2, área de furação e torneamento dos virabrequins, e por fim passou a comandar a equipe do grupo de desbaste e têmpera. Cada nova função exigia diferentes aprendizados e novos treinamentos. “É importante saber executar bem as suas tarefas porque o trabalho não consiste apenas em produzir determinada peça. Cargos de liderança exigem que a gente faça propostas de melhorias para reduzir custos e aumentar a produtividade e a segurança da equipe”, destaca.

Bragion lembra de um estudo feito para a MWM onde conseguiram baixar consideravelmente os custos do pedido do cliente sem perder a lucratividade. Também foi testemunha do intenso processo de industrialização da área, com a chegada de novas estações de trabalho. “As máquinas facilitavam as tarefas pesadas e traziam mais agilidade, só que por outro lado exigiam menor quantidade de operadores, o que significava menos empregos.”

Após transitar por várias áreas da usinagem, Bragion foi promovido a supervisor, tendo cerca de 100 profissionais sob sua tutela. Meses depois passou a coordenar o departamento inteiro, ficando responsável por cerca de 350 funcionários, 12 encarregados e 12 preparadores de máquinas. “O envolvimento com a equipe era tanto que eu sabia de cabeça a “chapa” de cada um deles”, recorda. Apesar de ter passado por diferentes áreas, Bragion nunca chegou a trabalhar com o irmão. “Lá dentro nós éramos adversários porque ele trabalhava no controle de qualidade e muitas vezes barrava as nossas peças”, brinca. Mas as desavenças do trabalho jamais interferiram nas relações familiares. “Eles são muito unidos, é muito lindo vê-los juntos”, conta a esposa Edna.

Depois de uma mudança estrutural, o cargo dos supervisores passou a ser considerado como de gerente. “Ao longo dos meus 19 anos de casa, o setor automotivo passou por várias crises e a empresa precisou se adaptar a cada momento econômico do país. Passamos por aquisições, dificuldades, desafios e portanto muitas mudanças administrativas, faz parte da história de qualquer companhia”, assegura.

Bragion deixou a empresa em dezembro de 1998, aos 43 anos, e diz trazer boas recordações destes tempos. “Tive meu segundo filho, o Renato, em 1980, e praticamente criei os dois moleques dentro do clube da ADC junto com os filhos dos meus colegas. Além disso, comprei duas casas, formei meus meninos em administração de empresas, fiz grandes amizades, não tenho do que reclamar.”

Mal começou a curtir a aposentadoria, viu como boa alternativa de trabalho adquirir uma loja falida de ração para animais. Foram meses para levantar o negócio, mas a longa jornada, sem folga inclusive nos fins de semana, fez com que vendesse a empresa após um ano. “Comprei por um preço baixo e vendi por valor bem melhor. Foi um bom negócio”, conclui. Já com a segunda tentativa de empreendedorismo, uma firma de embalagens em sociedade com um sobrinho, não teve a mesma sorte. “Não deu lucro, mas serviu para passar o tempo.”

Em 2006, um amigo o chamou para trabalhar como corretor de imóveis, profissão que exerce há 13 anos. Por ser autônomo, Bragion não precisa cumprir horário, mas faz questão de manter o velho hábito de chegar cedo na empresa todos os dias. Além de mantê-lo ativo e em contato com várias pessoas, o trabalho serve de complemento para a aposentadoria.

Ainda frequenta a ADC regularmente, onde participa do grupo apelidado de “Porco Boia”, formado por ex-colegas. No último ano, reduziu as pescarias com os amigos devido ao implante de um marcapasso. “O engraçado é que a primeira vez que passei mal foi durante o encontro do grupo de veteranos e todo mundo achou, inclusive eu, que era emoção de rever a empresa depois de tanto tempo”, completa. Para ele, participar do grupo é um grande privilégio.

Com a saúde em dia e esbanjando energia, Bragion, quando não está no trabalho, gosta de mexer com as plantas no jardim de casa e curtir os netos Arthur, de 7 anos, e Leonardo, de 4 anos. “São a alegria da casa e os únicos a me fazerem encarar uma bola de futebol”, garante.

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“É importante saber executar bem as suas tarefas porque o trabalho não consiste apenas em produzir determinada peça. Cargos de liderança exigem que a gente faça propostas de melhorias para reduzir custos e aumentar a produtividade e a segurança da equipe”

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