Eliana

Brotto Leal

Ao todo, foram 17 anos de dedicação à Dana e uma só certeza: a de que a empresa foi uma grande escola que representou crescimento profissional e pessoal.

Ela saiu da empresa há algum tempo, por isso, ficou surpresa e feliz com o convite para a entrevista. “Ser convidada para participar do projeto Jubilados foi uma surpresa pra mim, afinal, já fazem 12 anos que saí da empresa. Achei a iniciativa bacana, diferente e a cara da Dana, que sempre se destacou pela inovação”, diz.

Eliana iniciou sua trajetória na Dana como estagiária, quando estava no segundo ano da faculdade de Ciências Contábeis na Faculdade São Judas Tadeu de Porto Alegre. “Eu estudava à noite e meu pai, que foi funcionário da Albarus lá no tempo do seu Ricardo Bruno Albarus, viu um anúncio no jornal dizendo que a empresa buscava estagiários na área Financeira na fábrica de Porto Alegre e me avisou”, lembra. Eliana, então, decidiu candidatar-se à vaga, não sem antes tomar um susto: “quando cheguei na Joaquim Silveira, onde ficava a fábrica, a fila era imensa e pensei que nunca iria conquistar o estágio”, conta, aos risos. Ela passou por duas entrevistas e foi contratada em seguida, para grande alegria de seu pai Santino, que trabalhou durante 20 anos na Albarus.

Ela começou o estágio em 1989 e lembra que o início da trajetória profissional na empresa foi bem complicado. “Tudo era novidade, eu era completamente crua e claro que houveram erros mas também acertos – aprendi demais na empresa e, conforme meus estudos na faculdade iam progredindo eu fui tendo a visão prática de tudo que aprendia lá, foi bem enriquecedor”, explica. Eliana lembra que sua supervisora teve que se afastar por problemas de saúde e ela ficou, como estagiária, sob a orientação do gerente Flávio Bressiani, na época. “Eu tinha como colega a analista de sistemas , a Eda Kunde, que até hoje segue na Dana, e me ajudou bastante com o sistema (ERP) da época, que eram aqueles enormes terminais da IBM, aprendi bastante trabalhando praticamente sozinha, recebendo algumas orientações pontuais do Sr. Bressiani”, relata.

Eliana recorda que foi nesta época que Jorge Delgado foi realocado do Compras para o Financeiro como nosso chefe interino para auxiliar a equipe a se organizar para o novo momento que viria: a união dos departamentos de Contas a Pagar, Contas a Receber e Tesouraria da Albarus Transmissões Homocinéticas – mais conhecida como ATH. “Lembro que, nesta época, foram contratados alguns estagiários para nos ajudar e o Jorge ficou conosco durante 1 ano, até organizamos os novos processos – foi um momento interessante”, diz.

Foi também nesta época que a Albarus tomou a decisão de que os departamentos de Contas a Pagar e Contas a Receber responderiam para o chefe do departamento de Tesouraria da ATH, Marco Antonio da Silva, que passou a ser o chefe de Eliana pelos próximos 5 anos. Ela foi escalando pela hierarquia de cargos da Albarus – Analista, 1, 2, 3… – até que, em 1996, Marco foi transferido para a nova fábrica da Dana no Paraná e Eliana foi convidada a assumir a chefia do departamento junto com a colega Simone Lovera. “A Simone assumiu a parte de Tesouraria e eu fiquei com o Contas a Pagar e Contas a Receber e, posteriormente, assumi outras responsabilidades como a Exportação. Na época, nós duas éramos chefiadas pelo Flávio Bressiani, que havia sido promovido a diretor e nos orientou bastante – visitávamos clientes, fornecedores, bancos…”, esclarece.

Claro que assumir uma equipe que continha pessoas bem mais velhas do que ela não foi fácil – na época, Eliana tinha apenas 26 anos, mas ela aceitou o desafio de bom grado. “Sou movida à desafios e sabia que o importante era ter respeito e garantir sempre a troca de conhecimentos entre todos – e deu certo, foi uma ótima experiência como um todo”, conta.

Em 2000, várias mudanças importantes aconteceram: houve a unificação total dos setores financeiros, a venda da ATH para a GKN Driveline e a consequente ida dos colaboradores que trabalhavam em Porto Alegre para a fábrica em Gravataí. O que ela mais lembra da mudança foi o fato dela ter sido conturbada e trabalhosa. “A gente viajou muito nesta época – fomos às filiais da Dana Brasil para ver como funcionavam os departamentos financeiros para trazer isso para Gravataí, além de fazer com que a parte de sistemas funcionasse perfeitamente, fazer análises de crédito criteriosas, contratar novas pessoas para trabalhar em Gravataí… Enfim, trocávamos a roda do caminhão com ele andando, como o pessoal bem definiu na época”, relembra.

Eliana também ressalta que, durante os anos de 2000 e 2001, a Dana começou a comprar outras empresas menores e elas eram enviadas para entender os sistemas de cada fábrica, quais os tipos de controle tinham, quais os clientes e seus sistemas, processos, além de estudar renovações e adaptações para as fábricas… “E ainda tínhamos que voltar pra Dana e ensinar as pessoas a trabalharem segundo estas definições e métodos – eu tinha uma equipe de 8 pessoas no Contas a Pagar e foi bem puxado – mas um desafio muito legal de enfrentar e eu tinha um time afinadíssimo ao meu lado – Márcio Ronchi, Kátia Dias, Carla Oliveira, entre muitos outros colegas ”. Sobre a equipe, Eliana diz que liderou ao exemplo de seu antigo chefe Flávio Bressiani, que sempre a incentivou muito para seguir estudando – depois de formada, ela fez mais 3 Pós-Graduações. “Sempre fiz questão de incentivar o estudo e passar também tudo o que eu sabia pra eles no dia-a-dia da empresa – exatamente como Sr. Bressiani fez comigo”, conta.

Em 2006, Eliana encerrou sua carreira na Dana, mas ela diz que tudo valeu a pena e que se sente feliz pelos 17 que viveu na empresa – “pra mim, a Dana representa um grande aprendizado, eu entrei como estagiária e nunca havia trabalhado antes, estava no começo da faculdade – tudo era novo ali e cresci como profissional e pessoa. Vivi muita coisa bacana lá dentro e conheci pessoas fantásticas com quem tenho contato até hoje. Por isso, só tenho a agradecer”, conclui.

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“A Dana representa um grande aprendizado, eu entrei como estagiária e nunca havia trabalhado antes, estava no começo da faculdade – tudo era novo ali e cresci como profissional e pessoa. Vivi muita coisa bacana lá dentro e conheci pessoas fantásticas com quem tenho contato até hoje. Por isso, só tenho a agradecer”.

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