Eliamilton

Oliveira Garcia

Uma vida inteira dedicada à manufatura, sua grande paixão, e 18 anos só de Dana o fazem ter certeza de uma coisa só: tudo valeu a pena e o sentimento que ficou é de gratidão e sensação de ter feito o melhor pela companhia.

Uma vida inteira dedicada à manufatura, sua grande paixão, e 18 anos só de Dana o fazem ter certeza de uma coisa só: tudo valeu a pena e o sentimento que ficou é de gratidão e sensação de ter feito o melhor pela companhia.

Ao todo, foram 18 anos só de Dana e, ao iniciar essa trajetoria, ele jamais imaginaria que a empresa onde foi fazer um trabalho como prestador de serviços acabaria se tornando sua segunda casa. “No fim, foram 18 anos em que sinto que vivi mais dentro da empresa do que na minha casa. A primeira vez que fui pra Dana foi como prestador de serviços da ABB Medidores de Cachoeirinha – eu já havia trabalhado na Gerdau antes e, nesta nova empresa, eu trabalhava muito viajando… Queria alguma oportunidade que me permitisse ficar mais perto da minha família”, diz.

O contrato de prestação de serviços com a Dana durava 30 dias… Mas isso era o combinado inicial.
Eliamilton conta que, em seu primeiro dia, no Turno 2, já chegou com a missão de lavar uma máquina que seria desmontada. “Falei com o Marcos, da Manutenção, e pedi se poderia começar a desmontar a máquina – ele me autorizou e foi o que fiz. O responsável gostou muito porque já cheguei, como dizemos, mostrando serviço”, lembra, aos risos.

E não deu outra: o contrato ia inicialmente durar 30 dias e Eliamilton ficou trabalhando por 2 anos e meio – mas ainda como terceirizado da empresa OB (Oliveira e Braun). “Até que a ABB me chamou de volta, através de um telegrama, que levei ao chefe de departamento Ronaldo. O Fritch, que era gerente da Forjaria na época, decidiu me efetivar na empresa como Mecânico na Forjaria”. Em 2003, Eliamilton foi efetivado e passou a integrar o time da Forjaria.

Um dos primeiros desafios, já como colaborador contratado, foi cuidar de um modelo de máquina muito famoso dentro da Forjaria, a Smeral 1000. “Recebemos uma que estava na fábrica da Argentina completamente destruída – desmontei, reformei e botei de volta nos eixos – aposto que está trabalhando lá até hoje”, conta, orgulhoso. Tanta dedicação rendeu frutos e sua adaptação na nova empresa foi suave e bem-sucedida. “A Forjaria tem um senso de união muito especial, muito forte e único e ali, se formou uma verdadeira família em que um cuida do outro, algo até difícil de colocar em palavras pra quem é de fora”, resume.

Eliamilton entrou na empresa como Mecânico da Forjaria e ficou orbitando por cargos na Divisão durante todos os seus 18 anos de empresa. “Estudei no SENAI para aumentar minha formação e cheguei a cursar 2 anos de Técnico em Mecatrônica na ULBRA para melhorar sempre”. E histórias para lembrar ele tem de sobra! “Certa vez, uns americanos vieram visitar a fábrica e uma máquina estava dando problema, e os técnicos não conseguiam resolver há dias. Chamaram o Ronaldo, que me recrutou numa véspera de final de semana e dei jeito – o problema era um cilindro muito apertado, recordo até hoje que desmontei, ela foi para a retífica e, depois de montada, funcionou perfeitamente e fiquei feliz com o resultado”, conta.

É só começar a puxar os “causos” que Eliamilton lembra, com uma precisão de detalhes impressionante, de muitos reparos que fez nas máquinas da Forjaria. Apaixonado pelo trabalho, fala com a mesma paixão de um aficcionado sobre as reformas na Maxipress, na Komatsu, na Smeral 1000, relatando tudo como se tivesse acontecido ontem. “Resolver problema era comigo mesmo”, afirma, bem-humorado.

Em fevereiro de 2019, depois de trabalhar por 5 anos como aposentado, Eliamilton decidiu que era hora de parar de trabalhar para curtir um merecido descanso com saúde. “Claro que fiquei de coração dividido mas senti que era a decisão certa na hora certa – antes de sair da empresa, tinha 2 meses de férias para tirar, e fui para os Estados Unidos, local de que gostei muito. Vi como era bom o descanso pleno e, ao voltar, assinei meu aviso prévio”, diz.

“Quando olho pra trás, me sinto grato pelas muitas amizades que deixei na empresa, por tudo o que conquistei devido ao meu trabalho e também me sinto feliz por ter trabalhado numa empresa boa para os colaboradores. Eu era um coringa, trocava muito de turno quando a empresa precisava de mim, e dediquei muito trabalho a ela também em troca”, conclui.

Casado com Carla Rejane, ele tem 4 filhos: Camila, Eliamilton Júnior, Tiago e Cristiane. Para seu grande orgulho, Júnior trabalha na Forjaria no Terceiro Turno e Tiago também, mas em uma prestadora de serviços. Hoje, ele a esposa se dividem entre a cidade e a praia – curtem muito sua casa em Arroio do Silva (Santa Catarina). Ele tem diversos hobbies: pescaria, cultivo da horta de orgânicos, pedalar de bike e radioamador – “sempre fui um apaixonado por eletrônica, estou montando um amplificador linear”, contou com entusiasmo.

“Quando olho pra trás, me sinto grato pelas muitas amizades que deixei na empresa, por tudo o que conquistei devido ao meu trabalho e também me sinto feliz por ter trabalhado numa empresa boa para os colaboradores. Eu era um coringa, trocava muito de turno quando a empresa precisava de mim, e dediquei muito trabalho a ela também em troca”.

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