Edson

Braz Duarte

Ao todo, foram 31 anos dentro da empresa, passando por diversos setores, aprendendo muito e cultivando amizades que dão frutos até hoje. Edson Braz, que divide a sua vida hoje entre Tramandaí e Porto Alegre, diz que todo o esforço valeu à pena.

In Memoriam ✩ 21/10/1949 ✝13/07/2018

Edson passou por diversos setores durante estes 31 anos de Dana: Almoxarifado, Contas a Pagar, Contas a Receber, Fiscal e Recebimento. Essa história começou em 1965, quando ele era um rapaz de 33 anos que tinha tido algumas experiências profissionais na área em que a Albarus buscava um novo colaborador: a Contabilidade. O profissional, todavia, chamava-se mecanógrafo naquela época. O mecanógrafo se encarregava de trabalhos de cálculo industrial ou comercial com a ajuda de máquinas contábeis. “Eu estava saindo da empresa argentina de colheitadeiras em que atuava – eles foram à falência – e passei na frente de um terreno na Joaquim Silveira, em que havia um anúncio: ‘precisa-se de mecanógrafo’. Fui procurar alguém do Recursos Humanos da Albarus e vi que o Ricardo Goyer trabalhava lá – já havíamos trabalhado juntos em três empresas – e ele disse que estava me procurando para a vaga”, disse. Na mesma hora, Édison Serres levou o jovem Edson Braz para Gravataí, a fim de começar o trabalho. “Nunca me esqueço que fomos almoçar no refeitório de Gravataí naquele dia e tinha bife de fígado, que eu detesto. Tive que comer na marra, estava com seu Édison, afinal”, ri ele.

O ano era 1979, e Edson começaria na recém-inaugurada fábrica de Gravataí. “O começo foi muito bom, meu chefe era o Joelson Moro, com quem sempre me dei muito bem – aliás, meus dois chefes durante minha vida na Dana foram o Joelson e o Hairson Figueiredo. Eu só tenho faculdade de tanto que o Hairson me estimulou a cursar, quando eu trabalhava com ele no setor de Custos”, diz. Dos seus primeiros tempos de Albarus, Edson recorda que tudo era rudimentar – só havia a fábrica de Cruzetas – conhecida pela sigla DSC – instalada. Logo, viria a Divisão de Elastômeros, recém-adquirida em São Leopoldo, e a Forjaria. Uma história pitoresca? “A gente aprontava demais, estávamos sempre brincando. O Laureci trabalhava no Contas a Pagar e ele organizava seus contatos telefônicos em papel sempre em ordem alfabética. Um dia, pegamos um ventilador e bagunçamos tudo!”, ri ele.

Edson conta que, naquela época, as equipes ‘vestiam a camiseta’ da empresa – isso incluía muitas horas extras e tarefas que, definitivamente, não eram nada rígidas. “Teve uma época que eu entrava na Dana ao meio-dia e saía a meia-noite, uma hora da manhã… O chão do almoxarifado foi pintado pela equipe que lá trabalhava, também.

O próprio chefe de Edson, Joelson Moro, foi quem quis levá-lo para o Almoxarifado da fábrica de Gravataí, que estava iniciando os processos de forma mais organizada e precisava fazer periodicamente os inventários cíclicos. O inventário cíclico é um processo de recontagem física continua das matérias em estoque, que são feitos em períodos pré-determinados. “Na Dana, os inventários eram complexos e, como eram feitos em todas as divisões, chegavam a durar um ano. Nossa equipe era comprometida demais, e isso nos motivava muito a trabalhar – o Joelson também nos dava muita força, como líder da turma”, afirma. Seus colegas neste tempo de Almoxarifado foram Adão, Jonas, Carlinhos, Jorge, Vagner, Fábio e Ajadil.

Depois do Almoxarifado, Edson trabalharia no Contas a Receber. “Como eu já tinha experiência nessa área, me chamaram para voltar ao administrativo para substituir uma pessoa que tinha saído. Meu chefe era o Hairson, o começo de uma longa parceria”, diz. Edson trabalhava o dia todo, e ainda ficava na empresa para jogar futebol com os colegas e amigos depois do horário. “Se não fosse o Joelson, não teríamos o Ginásio de Esportes, onde praticávamos todo tipo de atividades, mas especialmente o futebol. Lembro de marcar o horário da saída da fábrica e de irmos todos ajudar na limpeza e preparação do terreno onde fica nosso ginásio”, esclarece. Edson ainda seria Vice-Presidente da Associação de Funcionários da Dana de Gravataí. A Dana sempre teve a tradição de promover campeonatos internos de futebol – o que varia é a opinião de qual time era o melhor. “Olha, o nosso time era bom”, diz Edson, “a Forjaria também tinha, um monte de equipes boas se formaram!”. Prova disso é que, até hoje, ele vai assistir aos jogos na Dana.

Ele recorda também da informatização, um momento marcante que viveu dentro da empresa. “Quando comecei, trabalhava com aquelas máquinas de teclado, antigas. Foi por volta de 1988 que aconteceu essa modernização dos processos…”, lembra.

A próxima fase de sua carreira foi no Recebimento, onde terminaria se aposentando, em 2008. “Tudo o que consegui na vida é por causa da Dana… Sou muito agradecido à empresa por isso. Trabalho, hoje, para a TPL, transportadora que presta serviços pra Dana e, quando vou lá, penso que vou ficar dez minutos mas as visitas duram mais de uma hora!”, ri Edson. “A verdade é que ficaram muitas memórias boas. Eu era amigo de todos, inclusive dos caminhoneiros. Quando eu olho pra trás, sinto saudade disso, da convivência com o pessoal de lá. As amizades que ficaram são muito valiosas”, conclui.

Edson é pai de quatro filhas – Nicole, Stephani, Vanessa e Michele, frutos de seu casamento com Cleomara, que aconteceu em 1975. Também já é avô de Igor, 15 anos, e Beatriz, que tem 17. Hoje, ele se divide entre Porto Alegre e Tramandaí. A família também vai para lá, nos finais de semana. Edson adora caminhar, e uma de suas maiores paixões é a música. “Gosto de Eric Clapton, Eagles, Beatles, Hollies, Monkees… rock bom! Na época das reuniões dançantes, eu que botava a música, sempre foi uma coisa que gostei”.

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“A verdade é que ficaram muitas memórias boas. Eu era amigo de todos, inclusive dos caminhoneiros. Quando eu olho pra trás, sinto saudade disso, da convivência com o pessoal de lá. As amizades que ficaram são muito valiosas”.

Edson Braz Duarte