Édison

de Medeiros Serres

Quando Édison de Medeiros Serres saiu do interior do Rio Grande do Sul, da cidade de Santiago, estava com vinte e dois anos. O que não imaginou é que viria para Porto Alegre e, além de um emprego, encontraria amigos para a vida toda.

In Memoriam ✩ 19/1/41 ✝ 23/9/2014

Até hoje Édison tem guardado o anúncio do jornal Correio do Povo onde a empresa Albarus publicou a vaga para encarregado da folha de pagamento. “Naquela época as pessoas arrumavam emprego nos classificados do jornal”. Foi então que ele interrompeu a carreira militar para colocar em prática a ótima caligrafia e a habilidade ao datilografar. Preenchida a ficha para a vaga, Édison passou à frente de mais de 30 candidatos e foi o selecionado, sendo avisado pessoalmente por um funcionário da Albarus.

Foi então que, em 1965, ele ingressou na empresa onde ficaria por quase 30 anos. Tudo começou em Porto Alegre, onde foi o encarregado da folha de pagamento por aproximadamente 18 anos. Quando já era chefe do Departamento Pessoal, no final dos anos 70, um novo desafio surgiu: desenvolver um departamento do zero, agora em Gravataí. Chegando lá, ele conta que eram contratados entre 30 e 40 ônibus para ir até as comunidades próximas buscar os novos funcionários recrutados, residentes em Gravataí, Alvorada, Cachoeirinha e arredores da Região Metropolitana.

Estabelecido em Gravataí, onde trabalhou por mais 12 anos, Édison  começou a lidar com as novas tecnologias, que iam chegando com o tempo. “Quando as novas tecnologias chegavam a gente tinha que aprender a se adaptar”. Ele ainda conta que a Albarus foi a primeira empresa que fez a folha de pagamento no computador da PUC-RS, onde os cartões eram lidos pelas máquinas, apesar da complexidade e do número de horas pagas aos funcionários através da folha de pagamento.

Toda essa inovação e evolução era um reflexo da disposição dos colaboradores, mas também da participação da empresa, que disponibilizava diversos cursos referente às funções. “A gente vestia a camiseta da empresa e a empresa dava tudo pra gente”. Édison ainda lembra que, além dos diversos cursos, a empresa sempre dava as famosas festas de Natal, que era ele quem coordenava, dentro da área. “Cada filho de colaborador, ganhava um presente de acordo com idade e sexo, além da cesta básica de acordo com o tamanho da familia. Tinha gente que precisava de ajuda para carregar tanto peso!”.

Outra lembrança boa é o Galpão Crioulo, que ele ajudou a construir. “Quando chegamos em Gravataí, nos deram a área do galpão, mas nós tínhamos que limpar. Então depois do expediente a gente fazia um churrasco e todos juntos – pessoal da fábrica, da contabilidade – todos ajudaram na limpeza para preparar o que seria o  Galpão Crioulo.”

Ele mesmo conta que, por ser da área de Recursos Humanos, era ele quem cobrava e disciplinava os colegas, mas apesar disso, fez muita amizade com todos. “Até hoje os colegas antigos me encontram na rua e me chamam de Papai Noel”. Os amigos e a atenção da Dana para com os colaboradores, são boas lembranças da época. “A Dana  dava toda a assistência, tanto de saúde, como escolar, e isso é muito gratificante.”

Édison Serres se aposentou em 1990, como Chefe de Departamento Pessoal. Depois de aposentado ainda trabalhou na empresa Puras, foi diretor de Recursos Humanos da Sogipa, onde teve mais de 15 funções diferentes. Hoje, aos 73 anos de idade e 54 de casado, ele curte a esposa, a filha e os dois netos. Além dos encontros com os amigos da Dana, Édison aproveita os dias para ir ao clube, jogar canastra e bocha. As recordações dos tempos de Albarus/Dana são as melhores possíveis. “O que me faz mais feliz são as amizades que eu tive na Dana, isso aí não tem preço. A gente sente que as pessoas gostam da gente também.”

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O que me faz mais feliz são as amizades que eu tive na Dana, isso aí não tem preço. A gente sente que as pessoas gostam da gente também.