Diogo

Espinosa Haro

Alegria, trabalho árduo e muito amor pela Albarus – Diogo Haro deixou muitas marcas na história da empresa e, principalmente, muitos amigos em todos os anos como colaborador.

In Memoriam ✩ 10/06/1929 ✝21/11/2007

Diogo Haro Espinosa começou a trabalhar na Albarus em 1960 como torneiro mecânico, na oficina de Porto Alegre. Tudo iniciou com um anúncio de jornal – Diogo candidatou-se à vaga e começou uma longa carreira dentro da empresa. Dentro da fábrica, sua grande paixão, passou pelo setor de Capas, como afiador de ferramentas, e depois foi promovido a Encarregado do setor. “Pouco tempo depois fui promovido a Contramestre e Mestre e assumi a responsabilidade pelo Terceiro Turno, mais especificamente sobre a Estamparia, Usinagem e Retífica de Cabos”, disse em ocasião de entrevista ao jornal O Pinhão.

Ele já era casado com Izabel Garcia Haro, com quem teve 3 filhos: Roberto, Elaine e Daniel – Roberto inclusive já foi entrevistado pelo projeto Jubilados Dana e cresceu vendo o pai dedicar-se incansavelmente à então Albarus. Em sua entrevista, Roberto contou que convivia bastante com os colegas do pai, que estavam sempre “por casa”, como Helmuth Baumgarten, Nadir Krás, Enir Leal e Luiz Carlos Santos.

Em 1972, tornou-se Supervisor de todo o Segundo Turno da Albarus ainda quando a fábrica era em Porto Alegre e ocupou este cargo por 12 anos de sua carreira, até a mudança da fábrica para Gravataí. Em 1984, quando terminou o processo de transição para a nova unidade da fábrica, assumiu o cargo de Supervisor da Seção de Capas.

Em 1989, Alceu Albuquerque reuniu uma turma que estava prestes a se aposentar na empresa para decidir onde seriam melhor aproveitados antes da aposentadoria definitiva. Neste grupo, estavam Diogo Haro, José Nobre, Telmo Oliveira, Luiz Carlos Oliveira… Então ele foi designado para atuar no Departamento de Compras, fazendo contato direto com novos fornecedores. “Fomos designados um para cada área para ensinar a gurizada nova da empresa, passar nosso conhecimento adiante. Conhecíamos as necessidades da fábrica, então era hora de passar essa experiência adiante”, contou.

Diogo ainda passou pela Engenharia e pelo PPCM antes da aposentadoria. Era considerado pelos colegas como um “amigão”. Tinha um excelente relacionamento com todos os colegas de fábrica, que o tinham como um colega brincalhão e sempre alegre – e que isso inclusive o ajudava a ter sempre excelentes resultados no trato com os fornecedores da empresa.

Natural de Minas do Butiá, onde trabalhou por 12 anos num garimpo de mineração, a principal atividade econômica local, se mudou a Porto Alegre em busca de novas oportunidades. Fez o curso de torneiro mecânico e matemática no SENAI e dedicou-se tanto que tirou a melhor média de todo o Brasil naquele ano. Diogo inclusive era tão bom em matemática que pensou em seguir a profissão de matemático e acabou dando aulas no SENAI. “Gosto da matemática porque não tem meias verdades, ou é ou não é, não tem meio termo”, costumava dizer.  

Sempre teve muito orgulho de ter participado ativamente dos Círculos de Controle da Qualidade da empresa, o CCQ, e também da CIPA, cuidando sempre da segurança dos colaboradores que com ele trabalhavam. E tinha em casa uma pasta imensa recheada de diplomas de todos os treinamentos que fez dentro da empresa. 

Um gremista apaixonado por seu time, adorava acompanhar futebol, ficar junto de sua família na casa de Tramandaí Sul, de pescar e jogar buraco com os amigos.Realizou-se ao ver o filho Roberto se formar Engenheiro e mais ainda ao vê-lo contratado na Albarus, o lugar que considerava sua segunda casa e um dos amores de sua vida. 

Diogo

Sempre teve muito orgulho de ter participado ativamente dos Círculos de Controle da Qualidade da empresa, o CCQ, e também da CIPA, cuidando sempre da segurança dos colaboradores que com ele trabalhavam. E tinha em casa uma pasta imensa recheada de diplomas de todos os treinamentos que fez dentro da empresa. 

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