Davenil

Caetano

Seu início na Dana foi inusitado – numa partida de futebol contra o time da empresa, ele seria convidado para trabalhar na empresa. Iniciava, então, uma carreira de 28 anos, muitos desafios, lembranças e, é claro, amigos.

Seu início na entção Albarus foi inusitado – um convite que veio depois de uma partida de futebol contra o time da empresa. Iniciava, então, uma carreira de 28 anos, muitos desafios, lembranças e, é claro, amigos.

Davenil Caetano morava em São Leopoldo e, na época, jamais sonhava que a partida de futebol contra os  albarianos da recém-adquirida Sul Brasileira, a fábrica de borracha de São Leopoldo, pudesse resultar em contratação. “Um dos caras que estava jogando no time da Albarus era de Recursos Humanos e me falou que a empresa procurava alguém que fizesse escrita fiscal”, lembra. Na época – o ano era 1978 -, era difícil encontrar profissionais desta área, e a pessoa que fazia isso na Albarus ia sair da companhia. “Eu trabalhava em outra empresa que também produzia borracha, e pensei que não ia me incomodar e sair de lá, mais pelo medo do novo do que qualquer outra coisa”, diz.

Todavia, o pessoal da Albarus era insistente e Caetano acabou cedendo. “Quando cheguei lá, sabia que tinha serviço atrasado, devido à saída do colaborador que fazia isso antes. No meu primeiro dia, botaram uma pilha enorme de notas na minha mesa e quase me arrependi”, ri ele. Mas foi questão de dias até tudo melhorar, conhecer os colegas e atualizar a escrita fiscal da empresa na época. “Depois disso, nunca mais falei que estava arrependido da troca, tanto que me aposentei pela empresa”, conta.
Caetano trabalhou com Luiz Carlos Almeida nesta sua primeira fase de Albarus, com escrita fiscal e o caixa. Valter Pires era o Controller – “e rígido”, lembra Caetano, que fazia tudo manualmente. Falamos de uma época pré-popularização da informática e a escrita fiscal tornava-se muito mais complexa por isso.

Caetano ficou em São Leopoldo até 1980, quando a fábrica foi transferida para Gravataí. “Quando eu entrei na Albarus, o gerente de RH me avisou que a mudança aconteceria logo, então foi normal pra mim. A empresa dava ônibus pra nós e, com o tempo, tudo normalizou normalmente”, afirma.

Logo, a empresa tinha um novo desafio para ele: trabalhar no Contas a Pagar, cargo que ocupou sob a tutela de vários controllers: Gilberto Rodrigues, Valter Pires e Marcos Silva. “Fiquei no Contas a Pagar durante oito anos, até ir para a Contabilidade num movimento meio natural dentro da empresa, em que os departamentos iam se fundindo”, explica.

Caetano ficou na Contabilidade até dezembro de 2006, quando chegou a hora de se aposentar. “Eu trabalhei 28 anos lá e, pra mim, foi uma ótima empresa. Consegui formar meus filhos com meu trabalho e tenho bastante gratidão. Vou sempre que posso nos encontros dos veteranos”, diz. Ele cita  como um de seus grandes orgulhos o fato de, junto com Joelson Moro, ter ajudado a incentivar a construção do Ginásio de Gravataí que, para Caetano, é uma área de grande importância para a convivência dos funcionários de lá.

Depois de se aposentar, Caetano abriu um escritório de contabilidade, que encerrou em 2014, quando decidiu se mudar para a praia de Tramandaí, a 103 km de Porto Alegre. Ele é pai de três filhos: Fabrício, que atualmente está morando em Israel, Fernanda e Rodrigo, e Caetano já tem uma netinha, Gabriela.

Davenil Caetano

“Eu trabalhei vinte e oito anos lá e, pra mim, foi uma ótima empresa. Consegui formar meus filhos com meu trabalho e tenho bastante gratidão. Vou sempre que posso nos encontros dos veteranos”.