Carmen

Piccini

Sempre com bom humor, Carmen Piccini teve uma longa e gratificante trajetória de 33 anos dentro da Dana. Formada em Engenharia Química pela UFRGS, no quarto ano da faculdade foi em busca de um estágio na área. Com a data bem viva na memória, Carmen conta que ingressou na antiga Albarus no dia 3 de abril de 1978. Sua característica de encarar os desafios com leveza fez desaparecerem os 40 km entre Porto Alegre, onde morava , e a divisa de São Leopoldo com Novo Hamburgo, onde ficava a fábrica de Elastômeros na época.

Tudo começou na Unidade de Borracha ou Divisão de Elastômeros, onde com apenas 22 anos, em julho de 78, já assumiu a liderança de uma área de produção com 18 colaboradores. E assim seguiu liderando até o fim de sua jornada na empresa, onde chegou a comandar uma equipe de 800 pessoas. Carmen passou pelas áreas de qualidade, engenharia de processo, produção e diversas outras.

Em 1982 ela recebeu um curso de treinamento sobre Círculos de Controle de Qualidade e se encantou por ouvir as pessoas através de uma nova ferramenta. O objetivo era que pequenos grupos de operadores pensassem juntos as melhorias no próprio trabalho. O programa foi lançado para que os funcionários se inscrevessem voluntariamente, mas foi então que veio o novo desafio. Muitos se interessavam mas não podiam participar por não saberem ler e escrever. Ela ressalta que só existiam duas alternativas: desistir ou ensiná-los. E foi neste momento que o Mobral (MOvimento BRasileiro de ALfabetização, um programa de alfabetização oferecido pelo Governo Federal) surgiu dentro da Dana. Com professores voluntários, o primeiro semestre foi por conta das lideranças, mas logo depois a empresa encampou a ideia, que durou cinco anos e serviu de exemplo para indústrias do país inteiro.

Alfabetizados, os colaboradores começaram o CCQ, que anos depois viria a ser o SOPE, um programa de engajamento e participação das pessoas que hoje é a base da cultura de melhoria contínua na Dana no Brasil.

Depois de 16 anos como líder no setor de borrachas, em 1995 Carmen foi transferida para a operação de Cardans. Apaixonada pela fábrica e por quem faz a fábrica, ali ela exercitou ainda mais o seu talento com pessoas. Passou a ser Gerente de Melhoria Contínua, trabalho que transformava os colaboradores em agente de melhoria da própria empresa.

O programa era uma inovação dentro da Dana e Carmen começou do zero uma atividade desconhecida, com o desafio de aproximar as lideranças dos colaboradores. Unindo pessoas em torno de um objetivo, ela treinou 900 colaboradores em turmas de 20, durante 4 anos, participando presencialmente de todas as turmas.

Para coroar o sucesso como líder e marcar o encerramento de uma etapa, em 2003 a operação de Cardans conquistou o Ouro no PNQ, o Prêmio Nacional de Qualidade. No ano seguinte Carmen assumiu o desafio de trabalhar no setor de Recursos Humanos, como líder regional para a América do Sul. Em 2011, ano em que completou 55 anos de idade, Carmen passou a prestar serviços de consultoria para a Dana, o que fez por mais 2 anos. Hoje, administra sua própria consultoria de gestão.

Nestes 33 anos não foram os números que marcaram a trajetória de Carmen, mas sim as vidas que pôde transformar. Ela lembra com carinho de todos que responderam de forma afirmativa a sua pergunta “mudou alguma coisa?”. Mudou tudo.

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Eu comecei cedo na Dana, em 1978, com 22 anos. E sempre pensei: quanto maior o desafio, melhor. Resultado: um desafio atrás do outro e um imenso orgulho por tê-los conquistado.