Angelo Mario

Ferzola

Italiano nascido em Montesano, Angelo dedicou 26 anos da sua vida à Albarus Transmissões Homocinéticas, e declara-se um ‘apaixonado pelo chão de fábrica”. Morando hoje em Alvorada, ele diz ter saudades dos seus tempos de empresa e das amizades que lá deixou.

Angelo iniciou sua carreira na Albarus em 1971, quando tinha apenas 21 anos de idade e nunca havia trabalhado na indústria antes. “Minha experiência profissional antes da Albarus tinha sido apenas como açougueiro, ajudando um cunhado que tinha banca no Mercado Público – de açougueiro eu passei a metalúrgico”, conta, aos risos. Ele chegou no Brasil quando tinha apenas 3 anos e meio de idade, e nasceu em Montesano, distrito de Nápoles. Seus pais, Vicenzo e Angela, vieram ao Brasil em busca de melhores oportunidades para a família (a Segunda Guerra Mundial havia acabado há pouco) e, dentro de casa, só se falava o italiano. Mas ele se declara brasileiro. “São tantos anos aqui, e construí toda minha vida e família neste país, não poderia ser diferente”, afirma.

Mas voltando ao seu início de carreira na então Albarus: quando começou a procurar emprego para melhorar de vida (o salário como açougueiro era pouco), Angelo já era casado com Maria Emiliana e também tinha seu primeiro filho, Rogério. “Desde guri gostava de mecânica e me matriculei no SENAI. Foi quando um tio meu, que era advogado e conhecia o pessoal do Departamento de Recursos Humanos da Albarus, me indicou para uma vaga que havia no Almoxarifado da empresa”, relata.

Naquele tempo, Angelo morava na rua Benno Mentz, na Vila Ipiranga, e ia a pé para a empresa. Trabalhou no Almoxarifado de Ferramentas – seu chefe era Harry Müller (hoje, falecido). “Eu gostava muito de estar na fábrica, e me dediquei bastante à empresa”, resume o “italiano”, como era conhecido pelos colegas dentro da fábrica. Angelo ficou durante 8 anos atuando no Almoxarifado, até ser promovido a Líder de Ferramental. Depois, ainda seria promovido a Contramestre e Mestre. “Poderia ter crescido mais na empresa mas, na época, não existia essa mentalidade de estudar para ter uma posição melhor, eu achava que aquilo não era pra mim, apesar da Albarus se oferecer para pagar todos os estudos”, diz, com humildade.

Angelo acompanhou a mudança da Divisão de Juntas Universais para Gravataí, onde trabalhou no Almoxarifado, na Fiação e na Ferramentaria a partir de 1984. “Trabalhei muito nessa época – tínhamos que expandir a empresa e lembro que foi um tempo de muito trabalho para essa mudança acontecer sem parar a produção”, relata.

E, em Gravataí, outra etapa de muitos desafios o aguardava. “Para teres ideia, quando meus filhos nasceram, nunca conseguia estar em Porto Alegre no dia marcado para os partos deles. Eu era Mestre e tinha que visitar os fornecedores da Ferramentaria, e a maioria deles ficava em São Paulo”, explica.

Ele ia seguidamente para São Paulo e Sorocaba, especialmente para melhorar a comunicação da empresa com os fornecedores. “Eram outros tempos: a gente se falava por telefone, eles não entendiam, era uma dificuldade, então o melhor jeito de resolver era direto no fornecedor, cara a cara”, afirma. Foi a época que a antiga Albarus começou a fornecer a parte de tração da caminhonete Pampa, então recém-lançada pela Ford.

Antes de se aposentar, Angelo ainda teve uma passagem de 2 anos pelo Departamento de Compras, trabalhando com Jorge Wallau e Paulo Velhinho – como ele tinha grande conhecimento técnico de ferramental, foi figura essencial dentro do setor administrativo para minimizar custos. “Comprava-se muito dispositivo pronto nesta época, e precisavam de alguém mais técnico lá dentro para que o processo tivesse qualidade e os dispositivos fossem comprados com bom preço”, justifica.

Angelo trabalhou na Dana até 1997, quando aposentou-se no Departamento de Compras. “Produção é produção. Toda minha trajetória na empresa foi sempre na correria – tinha problema na Produção, nós corríamos para fazer ferramentas para que nenhuma máquina parasse”, diz, “e mesmo quando eu não estava na fábrica, trabalhava com produção, era minha sina”.

Ele conta que ficou 8 meses parado, até encontrar um funcionário do Departamento de Recursos Humanos num hipermercado da cidade. “Era o Euclécio Zanetti, e ele me perguntou se eu não tinha interesse de voltar para a empresa, que agora era a GKN, já havia se separado da Dana. O resultado? Mais 6 anos trabalhando na Qualidade”, conta.

Dos seus 26 anos de Albarus e Dana, ele só guarda as coisas boas. “Eu só tenho a agradecer o tempo em que estive na Dana. Construí minha família com o que ganhei de lá, temos um plano de saúde maravilhoso e lembro de muitos momentos bons de convivência com os colegas, como as festas de final de ano e os churrascos de recorde. Eu só tenho a elogiar a Dana, vivi tempos muito bons ali”, conclui.

Angelo Mario Ferzola

“Eu só tenho a agradecer o tempo em que estive na Dana. Construí minha família com o que ganhei de lá, temos um plano de saúde maravilhoso e lembro de muitos momentos bons de convivência com os colegas, como as festas de final de ano e os churrascos de recorde. Eu só tenho a elogiar a Dana, vivi tempos muito bons ali.”