{"id":53084,"date":"2021-09-22T09:08:04","date_gmt":"2021-09-22T12:08:04","guid":{"rendered":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/?p=53084"},"modified":"2021-09-22T09:08:04","modified_gmt":"2021-09-22T12:08:04","slug":"como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"Como \u00e9 viver sem carro na cidade de S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><em>O Estado de S. Paulo<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eram quase 10h de uma manh\u00e3 de setembro e a neblina ainda encobria grande parte da Represa de Guarapiranga, na zona sul da capital paulista, quando a pequena embarca\u00e7\u00e3o despontou no horizonte. O barco trazia o seu idealizador, o aposentado Jo\u00e3o Carlos Batista, 64 anos, e uma bicicleta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Batista sai todos os dias do Parque do Terceiro Lago, do outro lado da represa, extremo sul de S\u00e3o Paulo, e percorre meia hora no seu barco, batizado de Mini Toot, at\u00e9 chegar \u00e0s margens da Avenida Atl\u00e2ntica, na regi\u00e3o de Interlagos. Em uma decadente marina, o aposentado atraca a embarca\u00e7\u00e3o, descarrega a bicicleta e pedala mais 10 quil\u00f4metros at\u00e9 seu escrit\u00f3rio, onde gerencia quitinetes alugadas, pr\u00f3ximo \u00e0 Ponte Jo\u00e3o Dias, tamb\u00e9m na zona sul.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O aposentado diz ter chegado a uma idade em que s\u00f3 pretende fazer o que gosta. \u201cN\u00e3o suportava ficar parado no tr\u00e2nsito para dar a volta na represa, gastando combust\u00edvel e poluindo o ar\u201d, revela, embora consuma 2 litros de gasolina no motor do seu barco, um gerador adaptado, para ir e voltar para casa. \u201cSeria bom mesmo se n\u00e3o polu\u00edsse\u201d, sonha ele. Hoje, no Dia Mundial sem Carro, Jo\u00e3o Batista adere ao movimento sem mudar sua rotina. Celebrado, anualmente, em 22 de setembro, a data tem como objetivo incentivar o uso de meios de transportes alternativos. O evento foi criado por ativistas franceses, em 1997, mas, em pouco tempo, foi adotado em diversos pa\u00edses. No ano 2000, mais de 750 cidades europeias aderiram ao movimento, que busca conscientizar as pessoas sobre os problemas causados pelo uso irrestrito do autom\u00f3vel particular, como aumento da polui\u00e7\u00e3o, enorme gasto de combust\u00edveis e mat\u00e9rias-primas, al\u00e9m do tr\u00e2nsito pesado. No Brasil, 11 cidades fizeram sua primeira vers\u00e3o em 2001, mas s\u00f3 chegou \u00e0 capital de S\u00e3o Paulo em 2003, com iniciativas da sociedade civil. Por\u00e9m, s\u00f3 em 2005 (h\u00e1 16 anos), o evento passou a ter apoio da prefeitura paulistana e a atrair a aten\u00e7\u00e3o de outras organiza\u00e7\u00f5es. S\u00edmbolo do uso irracional do carro, a metr\u00f3pole paulista tem uma frota de 6,2 milh\u00f5es de autom\u00f3veis, segundo dados do Detran-sp. O volume representa 11% da frota nacional desse tipo de ve\u00edculo. Com uma popula\u00e7\u00e3o estimada em 12.396.372 habitantes, segundo o IBGE, S\u00e3o Paulo tem 1 carro para cada 1,9 habitante. \u00c9 demais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ideia de deixar o carro em casa, nem que seja apenas por um dia no ano, apavora muitos paulistanos. N\u00e3o faltam habitantes na maior metr\u00f3pole do Hemisf\u00e9rio Sul e centro financeiro do Pa\u00eds que n\u00e3o conseguem imaginar sua vida sem autom\u00f3vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora insuficiente para suprir a demanda, S\u00e3o Paulo possui uma das maiores malhas ferrovi\u00e1rias do Pa\u00eds, com trens e metr\u00f4, al\u00e9m de uma grande rede de linhas de \u00f4nibus que percorre toda a cidade. Ainda assim, muitos propriet\u00e1rios de autom\u00f3vel hesitam em trocar o ve\u00edculo particular pelo coletivo ou por outros meios de locomo\u00e7\u00e3o alternativos, como bike ou caminhada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 claro que s\u00f3 uma minoria da sociedade enfrenta essa realidade, pois, como se sabe, boa parte da popula\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem outra op\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seja o transporte p\u00fablico, que nem sempre consegue atender todos com a efici\u00eancia desejada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conversamos com pessoas que, pelos mais variados motivos, optaram ou decidiram levar uma vida sem dirigir. S\u00e3o experi\u00eancias que podem inspirar outros paulistanos a procurar formas mais sustent\u00e1veis de se locomover.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>1 Saio de rol\u00ea<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Batista mora no Parque do Terceiro Lago, h\u00e1 dez anos, com sua segunda esposa, com quem tem dois filhos, j\u00e1 crescidos \u2013 \u00e9 pai tamb\u00e9m de outros dois, mais velhos, do primeiro casamento. De onde mora, s\u00e3o cerca de 17 quil\u00f4metros at\u00e9 a marina, em que atualmente atraca seu barco e come\u00e7a a pedalar. \u201cDe manh\u00e3, o tr\u00e2nsito \u00e9 muito ruim. De carro, eu nem tentei, mas vinha de moto e, mesmo assim, perdia muito tempo\u201d, diz ele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paulista da cidade de Tup\u00e3, sempre gostou de pedalar e, inicialmente, fazia esses 17 quil\u00f4metros de bicicleta. \u201cA Estrada Jaceguava n\u00e3o tem ciclovia e \u00e9 muito estreita e perigosa. Ficava com medo de ser atropelado pelos carros. Tem tach\u00f5es no meio da rua e os ve\u00edculos n\u00e3o conseguem desviar dos ciclistas\u201d, lamenta ele. Foi, ent\u00e3o, que decidiu aproveitar a extensa via aqu\u00e1tica, oferecida pela represa. Na primeira tentativa, construiu um caiaque com suporte para a bike, mas era cansativo e demorado remar contra o vento e depois pedalar at\u00e9 a transportadora, perto da Ponte Jo\u00e3o Dias. Decidiu construir seu barco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Comprou um casco de fibra, encontrou um engenheiro em Itapetininga (SP) que transformava geradores em motor de barco e mandou ele fazer a cabine \u201cpara me proteger da chuva e do frio na represa\u201d, conta. Nesse meio-tempo, fechou a transportadora, construiu 11 quitinetes no terreno e, agora, administra o local. \u201cComo a constru\u00e7\u00e3o \u00e9 nova, n\u00e3o tem muito problema. Mas, ainda assim, sempre que preciso ir l\u00e1, uso o barco e a bike. Brinco que n\u00e3o saio para trabalhar. Saio de rol\u00ea\u201d, conta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>2 Nem fui buscar a carta<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pressionada por quase todo mundo, Adriana Figueiredo se inscreveu na autoescola para tirar a Carteira Nacional de Habilita\u00e7\u00e3o para dirigir autom\u00f3veis quando j\u00e1 tinha mais de 20 anos. Ela fez as aulas e, embora n\u00e3o tenha aprendido a dirigir direito, conseguiu passar no teste pr\u00e1tico. \u201cFoi uma temeridade, deixei o carro morrer na lombada&#8230; Nem sei como fui aprovada. Tanto que, depois, nem busquei a carta\u201d, revela a empres\u00e1ria, hoje com 58 anos, sem, quase nunca, ter dirigido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adriana conta que, ao ser aprovada, chegou at\u00e9 a ganhar um VW Fusca do pai, na inten\u00e7\u00e3o de incentiv\u00e1-la a dirigir. \u201cVendi na mesma semana\u201d, revela. \u201cN\u00e3o gosto de fazer coisas que n\u00e3o tenho aptid\u00e3o. E, definitivamente, n\u00e3o sei dirigir bem. N\u00e3o tenho medo nem nada, mas n\u00e3o \u00e9 para mim\u201d, confessa a cozinheira de m\u00e3o-cheia propriet\u00e1ria de uma empresa que organiza jantares e banquetes sob encomenda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adriana Figueiredo diz que sempre encontra um jeito para n\u00e3o precisar do carro. \u201cMinha filha ia de perua para a escola. Quando ela ficou mais velha e sa\u00eda \u00e0 noite, contratava um t\u00e1xi de confian\u00e7a para busc\u00e1-la\u201d, explica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente, aproveita a geografia plana do bairro de Pinheiros, zona oeste, onde mora, e faz muitas atividades a p\u00e9. A banqueteira d\u00e1 a dica para viver sem carro em S\u00e3o Paulo: \u201cEu me organizo, simplifico as coisas. Se preciso sair para comprar alguma coisa, fa\u00e7o uma lista e trago tudo de uma vez\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>3 Medo de dirigir<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diagnosticada com ceratocone, doen\u00e7a que atinge a c\u00f3rnea, F\u00e1tima Eliane Henriques, 60 anos, usa \u00f3culos h\u00e1 muitos anos. \u201cNunca dirigi, sempre tive receio. E, como o grau dos meus \u00f3culos \u00e9 muito alto, tamb\u00e9m, fico com medo de n\u00e3o enxergar as coisas\u201d, afirma ela, que jamais se sentou ao volante de um carro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Moradora do Tabo\u00e3o da Serra, na regi\u00e3o metropolitana de S\u00e3o Paulo, F\u00e1tima sempre fez tudo de \u00f4nibus e metr\u00f4, revela. \u201c\u00c9 rapidinho. Em 40 minutos, eu chego \u00e0 Dr. Arnaldo e pego o metr\u00f4\u201d, diz ela, que elogia os corredores de \u00f4nibus das avenidas Francisco Morato e Rebou\u00e7as, que agilizaram sua locomo\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sem emprego desde o in\u00edcio da pandemia, j\u00e1 que trabalhava como caixa em uma casa noturna na Vila Madalena, que fechou, ela n\u00e3o era obrigada a pegar o transporte coletivo nos hor\u00e1rios de pico. \u201cSempre fui no contrafluxo. Enquanto as pessoas voltavam para casa, no Tabo\u00e3o, eu estava indo para S\u00e3o Paulo. E, na volta, tomava o primeiro \u00f4nibus, \u00e0s 5h10, sempre vazio\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para fazer compras, opta por mercados que fazem entrega ou, para ir a algum compromisso, hoje em dia, usa os aplicativos de transporte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>4 Manter um carro \u00e9 caro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando o filho Jos\u00e9 estava para chegar, fam\u00edlia e amigos conseguiram convencer Renata Alves de Souza, 33 anos, e seu marido, Pedro Loes, 40, que eles precisariam trocar de carro. \u201cNa \u00e9poca em que nos casamos, eu tinha um e o Pedro, outro. Vendemos e ficamos s\u00f3 com um compacto. Nunca ligamos muito, era algo mais utilit\u00e1rio mesmo\u201d, relembra a produtora executiva.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo quando arrumou um emprego em uma ag\u00eancia de publicidade na Avenida Faria Lima, deixava o carro na garagem. \u201cOs estacionamentos eram muito caros\u201d, conta ela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Convencidos pela press\u00e3o social, acabaram trocando por um autom\u00f3vel maior. \u201cTodos diziam que crian\u00e7a tem muita tralha, carrinho, mala, enfim&#8230;\u201d, diz a carioca, que mora em S\u00e3o Paulo h\u00e1 cerca de 20 anos. Com o tempo, Renata e o marido perceberam que crian\u00e7a n\u00e3o tem tantas coisas assim. \u201cCom 1 ano, ele foi para escola, que ficava a 1,5 quil\u00f4metro de casa, e a gente levava ele a p\u00e9. E o carro foi ficando cada vez mais parado.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo antes de a pandemia chegar, decidiram se desfazer do ve\u00edculo. \u201cFizemos as contas e vimos que n\u00e3o valia a pena manter o carro parado.\u201d Para evitar tr\u00e2nsito e ter de ficar procurando vaga para estacionar, a fam\u00edlia sempre usou muito transporte p\u00fablico. \u201cNossa casa fica perto da Esta\u00e7\u00e3o Vila Madalena, o que favorece o uso do metr\u00f4\u201d, conta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente, quando precisa levar o filho ao m\u00e9dico ou a algum outro compromisso, chamam carro por aplicativo. Ao ser perguntada se sente falta do autom\u00f3vel para alguma atividade, Renata afirma que s\u00f3 quando tem de levar seu cachorro para tomar banho ou para uma consulta no veterin\u00e1rio. \u201cAlguns motoristas de app n\u00e3o aceitam pet. No fim, o carro faz mais falta para o cachorro do que para a crian\u00e7a\u201d, brinca ela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>5 CNH vencida e sumida<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cDepois que peguei a carta de motorista, nunca mais dirigi\u201d, afirma D\u00e9cio Galina, 48 anos, que n\u00e3o se lembra nem onde guardou sua CNH, j\u00e1 vencida. O jornalista se locomove de transporte p\u00fablico desde quando era um jovem atleta lan\u00e7ador de dardo no Centro Ol\u00edmpico de Treinamento e Pesquisa Marechal M\u00e1rio Ary Pires, pr\u00f3ximo ao Ibirapuera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEu era o mais novo e minha m\u00e3e me levava de carro. Os atletas mais velhos, um dia, disseram para ela: \u2018N\u00e3o precisa vir busc\u00e1-lo, n\u00e3o. A gente vai ensinar o Decinho a pegar \u00f4nibus\u2019. At\u00e9 mesmo na \u00e9poca da faculdade, quando todos os jovens querem ter um carro para sair com as garotas, D\u00e9cio acabava encontrando amores nas viagens entre paradas e esta\u00e7\u00f5es. \u201cQual \u00f4nibus tomar, onde descer, qualquer coisa era pretexto para puxar assunto\u201d, revela. \u201cAs pessoas n\u00e3o tinham celular, ent\u00e3o ficavam de cabe\u00e7a erguida e trocavam olhares. Era mais f\u00e1cil conhecer algu\u00e9m no metr\u00f4\u201d, diz, saudoso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente em seu segundo casamento, D\u00e9cio tem dois filhos, Nicolas, 14 anos, da primeira uni\u00e3o, e Felipe, 7, do relacionamento atual. \u201cMinhas duas esposas dirigem, o que evitou que eu precisasse guiar, pois acho que, com filhos, \u00e9 preciso ter carro para as tarefas do dia a dia\u201d, diz. Privilegiado tamb\u00e9m por ter sempre morado perto de esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4, admite, D\u00e9cio curte levar os filhos para passear de transporte p\u00fablico. \u201cEles adoram. Acho interessante mostrar a diversidade da cidade de S\u00e3o Paulo. Sair da bolha\u201d, acredita D\u00e9cio Galina. (O Estado de S. Paulo\/Mobilidade\/Arthur Caldeira)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estado de S. Paulo &nbsp; Eram quase 10h de uma manh\u00e3 de setembro e a neblina ainda encobria grande parte da Represa de Guarapiranga, na zona sul da capital paulista, quando a pequena embarca\u00e7\u00e3o despontou no horizonte. O barco trazia o seu idealizador, o aposentado Jo\u00e3o Carlos Batista, 64 anos, e uma bicicleta. &nbsp;\u2026 <a class=\"readmore\" href=\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/\">Leia mais \u00bb<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[102],"tags":[],"class_list":["post-53084","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mobilidade"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Como \u00e9 viver sem carro na cidade de S\u00e3o Paulo - Canal Dana<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Como \u00e9 viver sem carro na cidade de S\u00e3o Paulo - Canal Dana\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O Estado de S. Paulo &nbsp; Eram quase 10h de uma manh\u00e3 de setembro e a neblina ainda encobria grande parte da Represa de Guarapiranga, na zona sul da capital paulista, quando a pequena embarca\u00e7\u00e3o despontou no horizonte. O barco trazia o seu idealizador, o aposentado Jo\u00e3o Carlos Batista, 64 anos, e uma bicicleta. &nbsp;\u2026 Leia mais \u00bb\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Canal Dana\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-09-22T12:08:04+00:00\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"Canal Dana\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"Canal Dana\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"10 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/\"},\"author\":{\"name\":\"Canal Dana\",\"@id\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/#\/schema\/person\/3c21f22f56fcf3bc46b94bc60ea4fef6\"},\"headline\":\"Como \u00e9 viver sem carro na cidade de S\u00e3o Paulo\",\"datePublished\":\"2021-09-22T12:08:04+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/\"},\"wordCount\":1967,\"articleSection\":[\"Mobilidade\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/\",\"url\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/\",\"name\":\"Como \u00e9 viver sem carro na cidade de S\u00e3o Paulo - Canal Dana\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/#website\"},\"datePublished\":\"2021-09-22T12:08:04+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/#\/schema\/person\/3c21f22f56fcf3bc46b94bc60ea4fef6\"},\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/\"]}]},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"Home\",\"item\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Mobilidade\",\"item\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/mobilidade\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":3,\"name\":\"Como \u00e9 viver sem carro na cidade de S\u00e3o Paulo\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/#website\",\"url\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/\",\"name\":\"Canal Dana\",\"description\":\"Informativo com as principais not\u00edcias da ind\u00fastria automotiva\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/#\/schema\/person\/3c21f22f56fcf3bc46b94bc60ea4fef6\",\"name\":\"Canal Dana\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/420aaf9278582877d9018637c6817617705899d2858d7572ef0fe59a6b6454b4?s=96&d=mm&r=g\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/420aaf9278582877d9018637c6817617705899d2858d7572ef0fe59a6b6454b4?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/420aaf9278582877d9018637c6817617705899d2858d7572ef0fe59a6b6454b4?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"Canal Dana\"},\"url\":\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/author\/cdeditor\/\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Como \u00e9 viver sem carro na cidade de S\u00e3o Paulo - Canal Dana","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Como \u00e9 viver sem carro na cidade de S\u00e3o Paulo - Canal Dana","og_description":"O Estado de S. Paulo &nbsp; Eram quase 10h de uma manh\u00e3 de setembro e a neblina ainda encobria grande parte da Represa de Guarapiranga, na zona sul da capital paulista, quando a pequena embarca\u00e7\u00e3o despontou no horizonte. O barco trazia o seu idealizador, o aposentado Jo\u00e3o Carlos Batista, 64 anos, e uma bicicleta. &nbsp;\u2026 Leia mais \u00bb","og_url":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/","og_site_name":"Canal Dana","article_published_time":"2021-09-22T12:08:04+00:00","author":"Canal Dana","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"Canal Dana","Est. tempo de leitura":"10 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/"},"author":{"name":"Canal Dana","@id":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/#\/schema\/person\/3c21f22f56fcf3bc46b94bc60ea4fef6"},"headline":"Como \u00e9 viver sem carro na cidade de S\u00e3o Paulo","datePublished":"2021-09-22T12:08:04+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/"},"wordCount":1967,"articleSection":["Mobilidade"],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/","url":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/","name":"Como \u00e9 viver sem carro na cidade de S\u00e3o Paulo - Canal Dana","isPartOf":{"@id":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/#website"},"datePublished":"2021-09-22T12:08:04+00:00","author":{"@id":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/#\/schema\/person\/3c21f22f56fcf3bc46b94bc60ea4fef6"},"breadcrumb":{"@id":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/"]}]},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/09\/22\/como-e-viver-sem-carro-na-cidade-de-sao-paulo\/#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"Home","item":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Mobilidade","item":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/mobilidade\/"},{"@type":"ListItem","position":3,"name":"Como \u00e9 viver sem carro na cidade de S\u00e3o Paulo"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/#website","url":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/","name":"Canal Dana","description":"Informativo com as principais not\u00edcias da ind\u00fastria automotiva","potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/#\/schema\/person\/3c21f22f56fcf3bc46b94bc60ea4fef6","name":"Canal Dana","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/420aaf9278582877d9018637c6817617705899d2858d7572ef0fe59a6b6454b4?s=96&d=mm&r=g","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/420aaf9278582877d9018637c6817617705899d2858d7572ef0fe59a6b6454b4?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/420aaf9278582877d9018637c6817617705899d2858d7572ef0fe59a6b6454b4?s=96&d=mm&r=g","caption":"Canal Dana"},"url":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/author\/cdeditor\/"}]}},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53084","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=53084"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/53084\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=53084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=53084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=53084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}