{"id":50367,"date":"2021-05-25T08:23:20","date_gmt":"2021-05-25T11:23:20","guid":{"rendered":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/?p=50367"},"modified":"2021-05-25T08:23:20","modified_gmt":"2021-05-25T11:23:20","slug":"se-nada-fizerem-nao-havera-industria-automotiva-diz-presidente-da-abve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2021\/05\/25\/se-nada-fizerem-nao-havera-industria-automotiva-diz-presidente-da-abve\/","title":{"rendered":"&#8220;Se nada fizerem, n\u00e3o haver\u00e1 ind\u00fastria automotiva&#8221;, diz presidente da ABVE"},"content":{"rendered":"<p><em>Portal Exame <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 evidente o atraso do mercado brasileiro em rela\u00e7\u00e3o a el\u00e9tricos e h\u00edbridos: enquanto carros movidos s\u00f3 a bateria \u2013 o que exclui o Toyota Corolla Hybrid, por exemplo \u2013 representaram s\u00f3 0,3% das vendas no ano passado aqui, na Europa, foram cerca de 20% dos emplacamentos. S\u00f3 que o cen\u00e1rio \u00e9 alarmante para o futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO Brasil poderia ser protagonista no contexto global dos carros el\u00e9tricos. No Mercosul, h\u00e1 a maior reserva de l\u00edtio do mundo e, no Brasil, temos min\u00e9rios raros para a constru\u00e7\u00e3o de baterias e componentes eletr\u00f4nicos\u201d, diz Adalberto Maluf, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Ve\u00edculo El\u00e9trico (ABVE). &#8220;Quando as empresas constru\u00edrem plataformas globais na cadeia automotiva de el\u00e9tricos, n\u00e3o adianta o Brasil tentar se inserir, porque j\u00e1 ser\u00e1 carta fora do baralho&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como est\u00e1 o cen\u00e1rio de ve\u00edculos el\u00e9tricos no Brasil em compara\u00e7\u00e3o ao restante do mundo?<\/strong><\/p>\n<p>Nunca se vendeu tantos h\u00edbridos, mas, nos el\u00e9tricos, o Brasil ainda est\u00e1 bem desconectado do mundo. No ano passado, tivemos recorde, com aumento de 66% na venda de eletrificados e chegamos a 1% da frota brasileira. S\u00f3 que, se comparar com resto do mundo, vemos que a Noruega tem 80% da frota e a Alemanha tem 20%, assim como \u00e9 a m\u00e9dia do restante da Europa. No mundo, est\u00e1 5%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Eles consideram s\u00f3 el\u00e9tricos e h\u00edbridos plug-in [que permitem o carregamento por tomada], que, aqui, ainda est\u00e3o com 0,3% do total. Ent\u00e3o, a gente compara o mundo com 4,6% da frota e percebe que realmente estamos muito desconectados. Perdemos para a Col\u00f4mbia, que \u00e9 um mercado dez vezes menor que o nosso e vendeu 50% mais carros el\u00e9tricos, e para a Costa Rica, que \u00e9 100 vezes menor e vendeu quase o mesmo que a gente, com 622 ve\u00edculos, contra 801 totalmente el\u00e9tricos no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio da International Energy Agency (IEA) prev\u00ea que 60% dos carros vendidos ser\u00e3o el\u00e9tricos em 2030. Para 2035, a expectativa \u00e9 que 50% dos caminh\u00f5es sejam el\u00e9tricos. J\u00e1 a Empresa de Pesquisa Energ\u00e9tica (EPE) \u2013 \u00f3rg\u00e3o vinculado ao Minist\u00e9rio de Minas e Energia \u2013 estima que 10% a 15% da frota brasileira ser\u00e1 el\u00e9trica em 2050. Existe uma diferen\u00e7a muito grande entre o planejamento brasileiro e do mundo. E n\u00f3s estamos na contram\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E o que explica esse atraso?<\/strong><\/p>\n<p>Somos o \u00fanico pa\u00eds entre as grandes economias que sobretaxa a eletrifica\u00e7\u00e3o, porque um carro el\u00e9trico chega a pagar duas vezes mais imposto sobre os Produtos Industrializados (IPI) que um ve\u00edculo flex. S\u00f3 que 70% das pessoas com carros bicombust\u00edveis abastece com gasolina, ent\u00e3o nem \u00e9 um incentivo ao uso do biocombust\u00edvel. Porque o etanol \u00e9 limpo e deveria pagar o mesmo que o el\u00e9trico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ano passado foi muito emblem\u00e1tico para esse segmento, porque, segundo previs\u00f5es da Bloomberg, o mercado de el\u00e9tricos deveria ter ca\u00eddo 18%, para 1,7 milh\u00e3o de vendas em todo mundo. Mas, o que vimos na pr\u00e1tica, foi o crescimento de 43% em todo o mundo, com mais de 3 milh\u00f5es de vendas. Ent\u00e3o, existe um descompasso muito grande do planejamento da ind\u00fastria do futuro que a gente v\u00ea por aqui e o que acontece com o restante do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No mercado europeu, os el\u00e9tricos representavam 3% das vendas do mercado no primeiro trimestre de 2020 e j\u00e1 saltou para 17%, na m\u00e9dia, no mesmo per\u00edodo de 2021. E, neste ano, as vendas devem superar os 25%. Isso mostra com muita clareza que o Brasil est\u00e1 ficando para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No ano passado, quatro f\u00e1bricas do setor automotivo fecharam no Brasil. Como o senhor analisa a situa\u00e7\u00e3o do setor no pa\u00eds?<\/strong><\/p>\n<p>Na ABVE, estamos muito preocupados com a sobreviv\u00eancia do parque industrial brasileiro. A Ford, por exemplo, saiu por falta de vis\u00e3o do futuro, como ficou subentendido no comunicado da empresa. No Brasil, a popula\u00e7\u00e3o compra carro flex, mas abastece com gasolina. Ou seja, nem aproveitamos as vantagens do etanol. Que chance a gente tem de brigar por escala e produtividade?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Costumo citar a Europa porque a maior parte dos fabricantes instalados aqui t\u00eam matrizes por l\u00e1. Como temos acordo de livre com\u00e9rcio, em oito anos, n\u00e3o haver\u00e1 impostos entre Mercosul e Europa. Mas eles est\u00e3o fazendo a transforma\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria em alta velocidade. No caso da Alemanha, foram 20 bilh\u00f5es de euros no setor automotivo, enquanto a Fran\u00e7a investiu 100 bilh\u00f5es de euros para renova\u00e7\u00e3o do parque industrial. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proibi\u00e7\u00e3o, a Noruega definiu para 2025, enquanto outros pa\u00edses j\u00e1 anunciaram o fim dos carros a combust\u00e3o para 2030 a 2040.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Europa saiu de 589 mil unidades vendidas em 2020 para 1,39 milh\u00e3o este ano. Com isso, superou a China, que teve 1,33 milh\u00f5es de carros el\u00e9tricos vendidos no ano passado. \u00c9 um mercado que est\u00e1 se revolucionando e caminhando muito r\u00e1pido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O senhor acha que a ind\u00fastria automotiva brasileira pode desaparecer quando o acordo de livre com\u00e9rcio entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia come\u00e7ar a valer?<\/strong><\/p>\n<p>Se nada for feito para mudar na quest\u00e3o tribut\u00e1ria e o acordo de livre com\u00e9rcio avan\u00e7ar como dizem, n\u00e3o haver\u00e1 ind\u00fastria automotiva. Seremos exportadores de produtos agr\u00edcolas e min\u00e9rio de ferro. Na pauta de exporta\u00e7\u00e3o, o agroneg\u00f3cio domina. J\u00e1 fomos um importante exportador de manufaturados, mas perdemos o posto. \u00c9 poss\u00edvel reverter? Talvez. Mas, sem incentivos e sem planos, n\u00e3o vejo futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sem demanda, n\u00e3o h\u00e1 ind\u00fastria. Ent\u00e3o, primeiro temos que criar essa demanda e que, inicialmente, ser\u00e1 importada. Caso haja demanda, depender\u00e1 do governo, porque a\u00ed temos que saber se aumentar\u00e3o as barreiras para importa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o adianta o governo dizer para investir e fazer f\u00e1bricas para acabar com a distor\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria, porque ningu\u00e9m investe para fazer investimentos onde n\u00e3o h\u00e1 mercado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>De alguma forma, a crise econ\u00f4mica serviu de argumento para o retrocesso da ind\u00fastria?<\/strong><\/p>\n<p>O que parte da ind\u00fastria fez para convencer o ex-presidente Michel Temer, em 2018, a rasgar metade do programa Rota 2030 (de est\u00edmulo ao setor com redu\u00e7\u00e3o de impostos e gera\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos fiscais)? \u2018Olha, j\u00e1 que estamos em crise, n\u00e3o vamos for\u00e7ar muitas coisas e assim a gente mant\u00e9m os empregos. Quem sabe as f\u00e1bricas sobrevivem\u2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os fabricantes tamb\u00e9m vinham sofrendo press\u00e3o dos governos em outros pa\u00edses e sabiam que teriam que investir trilh\u00f5es de d\u00f3lares nas matrizes. Ent\u00e3o, tentaram ao m\u00e1ximo postergar os investimentos em mercados secund\u00e1rios para aplicar em China, EUA e Europa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mas os carros el\u00e9tricos s\u00e3o vi\u00e1veis para a realidade brasileira?<\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente, o Brasil ainda paga mais imposto no el\u00e9trico que combust\u00e3o. Isso deve fazer com que o pa\u00eds fique atrasado em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 paridade da compra dos el\u00e9tricos, como a Bloomberg estima para 2027 na Europa. Pelo menos enquanto o governo federal n\u00e3o garantir isonomia ao el\u00e9trico, que n\u00e3o deve pagar menos, como at\u00e9 acho justo, mas o mesmo que os carros flex.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No caso dos carros h\u00edbridos, o Rota 2030 at\u00e9 melhorou a tributa\u00e7\u00e3o para alguns modelos, mas outros tiveram IPI que passou de 11% para 13%. Se o Brasil quer fazer a transi\u00e7\u00e3o para ind\u00fastria do futuro, tem que criar mercado. Ent\u00e3o, o primeiro passo \u00e9 isonomia, porque n\u00e3o faz sentido cobrar mais pelo ve\u00edculo el\u00e9trico que pelos carros a combust\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00edbridos e el\u00e9tricos fazem sentido no Brasil se existe etanol?<\/strong><\/p>\n<p>Bicombust\u00edvel \u00e9 muito importante no Brasil, principalmente para ve\u00edculos leves. Metade dos ve\u00edculos h\u00edbridos vendidos por aqui t\u00eam motor flex e achamos que existe um nicho importante para transforma\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria. Mas, nos ve\u00edculos pesados, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel e, no m\u00e1ximo, \u00e9 vi\u00e1vel o biodiesel. Ent\u00e3o, n\u00e3o temos alternativas claras nesta categoria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que vejo \u00e9 que o mundo est\u00e1 migrando muito r\u00e1pido para a eletromobilidade. Nos EUA, o pr\u00f3prio presidente Joe Biden anunciou um plano de infraestrutura por 2,3 trilh\u00f5es de d\u00f3lares, sendo 621 bilh\u00f5es em transporte el\u00e9trico; 561 bilh\u00f5es para moradias sustent\u00e1veis e energia renov\u00e1vel; e 480 bilh\u00f5es para pesquisa e desenvolvimento da nova ind\u00fastria. Com esse an\u00fancio, considerando tamb\u00e9m o 14\u00ba plano de desenvolvimento da China, que tem metas muito ambiciosas para carros el\u00e9tricos e prev\u00ea 20% do mercado em 2025, enquanto hoje varia de 8% a 10%, corremos o risco de apostar em tecnologias do s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ali\u00e1s, nosso regime \u00e9 do s\u00e9culo passado: cobramos impostos pelo tamanho do motor e nenhum outro lugar do mundo faz isso. N\u00e3o faz sentido isso. O Brasil sobretaxa o el\u00e9trico movido a bateria, que recebe investimento no mundo inteiro, e subsidia o carro 1.0 flex, que, em 70% das vezes, circula abastecido com gasolina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mas qual deveria ser a estrat\u00e9gia de desenvolvimento aqui?<\/strong><\/p>\n<p>No Brasil, n\u00e3o h\u00e1 incentivo e achamos que a ind\u00fastria far\u00e1 por conta pr\u00f3pria. \u00c9 uma vis\u00e3o ignorante achar que a ind\u00fastria vai crescer assim. O crescimento s\u00f3 vem quando o governo se envolve para fazer a transi\u00e7\u00e3o. No caso de iPhone, iPod e iPad, por exemplo, temos a tela sens\u00edvel ao toque, o GPS, microprocessador, mem\u00f3ria RAM e internet, todos desenvolvidos por departamentos do governo norte-americano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia dos norte-americanos \u00e9 colocar dinheiro no setor privado e selecionar o que d\u00e1 certo. Com a Tesla, o Departamento de Energia de l\u00e1 fez um empr\u00e9stimo de 465 milh\u00f5es de d\u00f3lares com taxas de juros baixas e pagamento em longo prazo. Ali\u00e1s, se fala que a empresa recebeu 2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em subs\u00eddios no in\u00edcio das opera\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o, \u00e9 inoc\u00eancia achar do governo achar que a ind\u00fastria vai inovar baixando barreiras de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E qual deveria ser o papel do governo nesse caso?<\/strong><\/p>\n<p>O governo tem papel importante como norteador e financiados de novas tecnologias. Mas olha s\u00f3 como o discurso por aqui \u00e9 equivocado. O Carlos da Costa, que era para ser ministro da Ind\u00fastria, mas at\u00e9 tirou ind\u00fastria do cargo e \u00e9 secret\u00e1rio especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, fala que a ind\u00fastria \u00e9 subsidiada, vive de mamata e defende \u2018jogar todo mundo na cova dos le\u00f5es e que sobreviva quem \u00e9 mais forte\u2019. Como a ind\u00fastria brasileira consegue competir se n\u00e3o existe uma coordena\u00e7\u00e3o nacional financiando essa transforma\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente, a agenda \u00e9 de abertura comercial, mas isso n\u00e3o resolve os gargalos que j\u00e1 existem. Um exemplo: 95% dos recursos previstos no ano passado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (FNDCT), que eram de aproximadamente 5,2 bilh\u00f5es de reais, foi contingenciado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estamos no momento de maior desindustrializa\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria, com ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o caindo de 35% do Produto Interno Bruto (PIB) para 9%. E s\u00f3 0,2% dos empregos na ind\u00fastria est\u00e3o nas \u00e1reas altamente tecnol\u00f3gicas, como na Embraer, por exemplo.\u00a0 O Brasil vive o desenvolvimentismo inconsciente, porque, mesmo quando tivemos governos alinhados, n\u00e3o tivemos pol\u00edticas e instrumentos corretos para cumprir a agenda proposta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff criaram barreiras para ve\u00edculos importados e para a instala\u00e7\u00e3o de novas f\u00e1bricas, bastou Michel Temer chegar ao poder para acabar com tudo em dois anos. No caso da Mercedes-Benz, por exemplo, a linha de produ\u00e7\u00e3o durou pouco tempo e temos que levar em considera\u00e7\u00e3o que ningu\u00e9m investe em uma f\u00e1brica para fechar logo depois.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>At\u00e9 que ponto o segmento de carros el\u00e9tricos depende de incentivos para existir?<\/strong><\/p>\n<p>Os subs\u00eddios de todo mercado de el\u00e9tricos no mundo ca\u00edram de 20% a 10% em 2020. Foram 120 bilh\u00f5es de d\u00f3lares de valor de vendas para 14 bilh\u00f5es de subs\u00eddios. S\u00f3 que a maior parte n\u00e3o \u00e9 subs\u00eddio, realmente, e sim incentivo \u00e0 compra de ve\u00edculos, no qual o governo devolve uma parte dos impostos do el\u00e9trico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso \u00e9 muito mais pol\u00edtica industrial e de incentivo \u00e0 ind\u00fastria de baixo carbono. No ano passado, os subs\u00eddios j\u00e1 ca\u00edram pela metade e, em poucos anos, provavelmente j\u00e1 nem precise desse incentivo, porque a tecnologia vem crescendo tanto que ganha dimens\u00e3o. Mas, no in\u00edcio, o Brasil precisa dessa ferramenta porque todos os pa\u00edses fazem isso no in\u00edcio da ind\u00fastria. Aqui, n\u00e3o \u00e9 permitido por conta das quest\u00f5es fiscais. Por isso, queremos isonomia. Queremos pagar mesmo que outras categorias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>E o que explica o fen\u00f4meno de el\u00e9tricos e h\u00edbridos serem mais vendidos aqui com modelos mais caros?<\/strong><\/p>\n<p>O programa Rota 2030 deu um pouco de incentivo aos h\u00edbridos, ent\u00e3o, os ve\u00edculos de luxo n\u00e3o t\u00eam a distor\u00e7\u00e3o tribut\u00e1ria em rela\u00e7\u00e3o a modelos a combust\u00e3o. Enquanto um Porsche Cayenne h\u00edbrido paga 18% de IPI, modelos a combust\u00e3o normalmente pagam 18% ou 25%, por exemplo. J\u00e1 nos carros de entrada, os ve\u00edculos el\u00e9tricos puros param 14% de IPI, enquanto carros com motor 1.0 flex n\u00e3o pagam IPI no caso de t\u00e1xis e t\u00eam taxa\u00e7\u00e3o de 7% para o p\u00fablico comum.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O fato de n\u00e3o haver a distor\u00e7\u00e3o no luxo fez a tecnologia ficar mais competitiva, j\u00e1 que, nos el\u00e9tricos mais baratos, h\u00e1 um desafio porque pagam mais impostos que op\u00e7\u00f5es a combust\u00e3o. No caso de frotistas, n\u00e3o h\u00e1 cobran\u00e7a de IPI para carros a combust\u00e3o, mas, com el\u00e9tricos, a taxa \u00e9 de 14%, o que pode elevar o valor final em at\u00e9 20%. Enquanto o mundo devolve impostos, a gente sobretaxa el\u00e9tricos em boa parte dos nichos, com exce\u00e7\u00e3o do luxo, que j\u00e1 paga caro, ent\u00e3o, acaba ficando igual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Existe alguma dificuldade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 infraestrutura do nosso mercado para esse segmento?<\/strong><\/p>\n<p>Relat\u00f3rios da IEA dizem que o Brasil est\u00e1 na m\u00e9dia mundial de carros el\u00e9tricos por carregadores p\u00fablicos, com dez unidades por tomada, enquanto o \u00edndice global \u00e9 8 para 1. Temos 550 carregadores r\u00e1pidos e semirr\u00e1pidos nas estradas. Em um projeto da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel), foram investidos 622 milh\u00f5es de reais em infraestrutura de recarga.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O que vemos \u00e9 que, na China, o governo n\u00e3o gosta de dar dinheiro \u00e0 ind\u00fastria, mas subsidia compra, infraestrutura e exporta\u00e7\u00e3o porque o imposto retorna. \u00c9 o que o presidente dos EUA, Joe Biden, e a Alemanha anunciaram, repetindo o que j\u00e1 era feito na Europa. \u00c9 um incentivo indireto. Acho pouco prov\u00e1vel que a gente possa competir em algum grau com ind\u00fastrias do resto do mundo, porque, l\u00e1 fora, eles ganham uma escala que a gente n\u00e3o tem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma certeza \u00e9 que, quando o mundo construir plataformas globais na cadeia automotiva de el\u00e9tricos, n\u00e3o adianta o Brasil tentar se inserir, porque j\u00e1 ser\u00e1 carta fora do baralho. No Mercosul, h\u00e1 a maior reserva de l\u00edtio do mundo e, no Brasil, temos min\u00e9rios raros para a constru\u00e7\u00e3o de baterias e componentes eletr\u00f4nicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>E poder\u00edamos ser protagonistas no contexto global, mas n\u00e3o vejo isso acontecer porque, hoje, n\u00e3o temos nem regime aprovado. Para piorar, o regime atual \u00e9 do s\u00e9culo passado, como o planejamento que prev\u00ea apenas 10% de ve\u00edculos el\u00e9tricos at\u00e9 2050, enquanto, l\u00e1 fora, a estimativa \u00e9 de 60% em menos tempo. Ou a EPE tem informa\u00e7\u00f5es do futuro que ningu\u00e9m mais tempo ou a IEA est\u00e1 completamente errada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que falta ser feito para os carros el\u00e9tricos se popularizarem no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p>O primeiro problema \u00e9 a falta de isonomia fiscal. Minha sugest\u00e3o \u00e9 a tributa\u00e7\u00e3o, que deveria cobrar por efici\u00eancia de emiss\u00f5es de CO\u00b2, como acontece na Europa, por exemplo. Precisamos aprovar uma pol\u00edtica industrial para o setor automotivo, porque o Rota 2030 foi desidratado e n\u00e3o tem incentivos para a ind\u00fastria da transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m precisamos de metas ambientais e de efici\u00eancia alinhadas a outros pa\u00edses. Estamos com mais de dez anos de atraso no padr\u00e3o que seguimos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa. Antes, eram cinco anos de atraso. Com o lobby da ind\u00fastria, foi postergada a ado\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o de emiss\u00f5es Euro 6, que deveria ter entrado em vigor no nosso mercado em 2018. Se n\u00e3o estivermos alinhas, vamos fadar nossa ind\u00fastria a ficar obsoleta. (Portal Exame\/Gabriel Aguiar)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Portal Exame &nbsp; \u00c9 evidente o atraso do mercado brasileiro em rela\u00e7\u00e3o a el\u00e9tricos e h\u00edbridos: enquanto carros movidos s\u00f3 a bateria \u2013 o que exclui o Toyota Corolla Hybrid, por exemplo \u2013 representaram s\u00f3 0,3% das vendas no ano passado aqui, na Europa, foram cerca de 20% dos emplacamentos. 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