{"id":40339,"date":"2020-02-03T08:30:42","date_gmt":"2020-02-03T11:30:42","guid":{"rendered":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/?p=40339"},"modified":"2020-02-03T08:30:42","modified_gmt":"2020-02-03T11:30:42","slug":"carros-verdadeiramente-ruins-que-tiveram-vida-efemera-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2020\/02\/03\/carros-verdadeiramente-ruins-que-tiveram-vida-efemera-no-brasil\/","title":{"rendered":"Carros verdadeiramente ruins, que tiveram vida ef\u00eamera no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><em>Jornal do Carro<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Carros ruins h\u00e1 v\u00e1rios. \u00c9 comum um ve\u00edculo ter algumas falhas. Mas tem carro que exagera. S\u00e3o t\u00e3o ruins que tiram o sossego do dono, viram chacota. Ostentam mais defeitos que qualidades. E, nessas situa\u00e7\u00f5es, \u00e0s vezes o que resta \u00e9 desaparecer do mercado. Sair de cena. Reunimos alguns carros que tiveram vida ef\u00eamera no Brasil. E n\u00e3o deixaram saudade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Effa M100, sin\u00f4nimo de carro ruim<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Effa M100 chegou em 2007, e foi o primeiro carro de passeio chin\u00eas vendido no Brasil. Por\u00e9m, n\u00e3o convenceu. Na \u00e9poca, ve\u00edculos chineses tinham fama de baixa qualidade, e o M100 confirmou tudo o que se suspeitava sobre eles. Com motor 1.0 a gasolina de 47 cv, o desempenho era fraco. Sofria em rampas, e a suspens\u00e3o extremamente macia n\u00e3o passava a menor seguran\u00e7a, especialmente em curvas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2010, a Effa Motors fez um recall para substitui\u00e7\u00e3o do cinto de seguran\u00e7a. A raz\u00e3o era que algumas unidades tinham vindo da China com cinto de seguran\u00e7a lateral traseiro de dois pontos. Na \u00e9poca, a legisla\u00e7\u00e3o j\u00e1 exigia cintos de tr\u00eas pontos. O chamado envolvia algumas das 900 unidades vendidas entre 2008 e 2010.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora custasse apenas R$ 23.480 em 2010 e estivesse entre os modelos zero-quil\u00f4metro mais baratos do Pa\u00eds, as vendas nunca decolaram. No mesmo ano, foi cogitado que o subcompacto iria ser feito pela Suzuki e ganharia melhorias, como rodas de liga leve, vidros el\u00e9tricos nas quatro portas e dire\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m el\u00e9trica. Nada disso, no entanto, ocorreu, e o modelo saiu de linha.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Lifan 320<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda em 2010, outro chin\u00eas, o Lifan 320, foi avaliado pelo Jornal do Carro, e o texto levantava algumas suspeitas logo no come\u00e7o: \u201cSe o Lifan 320 vai vender bem no Brasil, ainda n\u00e3o se sabe, mas \u00e9 certo que ele causar\u00e1 pol\u00eamica em raz\u00e3o de seu estilo. C\u00f3pia barata (al\u00e9m do pre\u00e7o bem em conta, sua qualidade deixa a desejar) do Mini Cooper, o hatch chin\u00eas tenta oferecer, ao seu modo, status com tabela de carro nacional \u2018popular\u2019 \u2013 R$ 29.980\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O \u201cMini da China\u201d tinha motor 1.3 de 88 cv, e vinha com ar-condicionado, dire\u00e7\u00e3o hidr\u00e1ulica, vidros e travas el\u00e9tricos, freios ABS, air bag duplo, painel digital e retrovisores el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O texto ressaltava o bom desempenho: \u201cComo o Lifan 320 \u00e9 leve (s\u00e3o 920 quilos), a pot\u00eancia do motor o deixa bem esperto. Sua suspens\u00e3o trabalha bem, mas n\u00e3o espere a estabilidade de um Peugeot 207, por exemplo\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A fragilidade n\u00e3o demorou a aparecer. Na \u00e9poca, havia queixas relacionadas a falhas no sistema el\u00e9trico. Caso de vidros, travas e marcador de combust\u00edvel que deixavam de funcionar, por exemplo. Houve relatos tamb\u00e9m de cheiro de combust\u00edvel invadindo o interior. Em 2014, o modelo deixou de ser vendido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma curiosidade: no ano passado \u2013 portanto cinco longos anos depois de o modelo ter sa\u00eddo de linha no Pa\u00eds \u2013 a Justi\u00e7a proibiu a marca de vender o 320 no Brasil, por causa da semelhan\u00e7a com o Mini!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Troller Pantanal<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Troller apresentou a picape Pantanal no Sal\u00e3o do Autom\u00f3vel de 2004. As vendas, no entanto, come\u00e7aram em 2006. Voltada para o trabalho, tinha exclusivamente tra\u00e7\u00e3o nas quatro rodas. A mec\u00e2nica era a mesma do jipe T4. Na \u00e9poca, o modelo vinha com motor MWM 3.0 turbodiesel, de 163 cv.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A expectativa da f\u00e1brica cearense era n\u00e3o apenas abastecer o mercado interno, mas tamb\u00e9m exportar. Em 2005, a f\u00e1brica anunciou que enviaria um lote de 12 unidades para Angola, para an\u00e1lise do modelo e posterior montagem em CKD (carros desmontados) no pa\u00eds africano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, a Troller informou que havia investido R$ 32 milh\u00f5es no desenvolvimento da picape, mas pouco tempo depois o pior aconteceu. A Ford, que comprou a empresa cearense em 2007, detectou problemas estruturais na picape. O caso era t\u00e3o grave que a multinacional decidiu recomprar as 77 unidades vendidas, para recolhimento e destrui\u00e7\u00e3o. Houve quem se recusasse a fazer o acordo com a montadora, e preferiu manter \u2013 por conta e risco \u2013 o modelo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cross Lander CL-244<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O CL-244 chegou a ser produzido em Manaus (AM) em 2002. O modelo era inspirado no Land Rover Defender, mas conseguia ser ainda mais r\u00fastico que o jipe ingl\u00eas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O jip\u00e3o era um ve\u00edculo da romena Aro. Tinha tra\u00e7\u00e3o 4\u00d74 com sistema de roda livre e c\u00e2mbio manual de cinco marchas. O motor 2.8 turbodiesel era da International. Gerava 132 cv de pot\u00eancia e 36,2 mkgf de torque.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com o texto de avalia\u00e7\u00e3o do Jornal do Carro, \u201co acabamento prima pelo despojamento. Algumas solu\u00e7\u00f5es s\u00e3o bem adequadas, como o revestimento de borracha no assoalho, mas ainda h\u00e1 muito a ser aprimorado\u201d, notou o rep\u00f3rter. \u201cA qualidade dos materiais poderia ser melhor, o que serve para as laterais das portas, painel e console central, todos de material pl\u00e1stico. O volante tamb\u00e9m merecia um desenho mais moderno e um acabamento melhor. Por outro lado, os bancos s\u00e3o confort\u00e1veis e o espa\u00e7o interno \u00e9 bom\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais adiante, o rep\u00f3rter notou a dificuldade de entrar no modelo pelas portas de tr\u00e1s, \u201cpois o espa\u00e7o de acesso para o banco traseiro n\u00e3o \u00e9 dos melhores\u201d. Isso se devia ao fato de a coluna central ficar muito recuada. Se era dif\u00edcil entrar no banco de tr\u00e1s, por outro lado o motorista, ao olhar para o lado, dava de cara com a coluna.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O balan\u00e7o da avalia\u00e7\u00e3o revelou comportamento limitado (leia-se desconfort\u00e1vel) no asfalto, e valente na terra. Isso, no entanto, n\u00e3o foi suficiente para que o modelo tivesse vida longa por aqui, e logo ele desapareceu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Picape Mahindra<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Mahindra \u00e9 uma marca indiana, que chegou a montar um modelo de picape e um utilit\u00e1rio-esportivo em Manaus. Em 2014, o Jornal do Carro avaliou a picape e notou algumas falhas graves. A maior delas: \u201cOs pedais ficam muito distantes dos p\u00e9s do motorista, mesmo com o banco regulado corretamente\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com a avalia\u00e7\u00e3o, a picape pecava \u201cpor oferecer baixo n\u00edvel de conforto ao volante e ergonomia pouco funcional\u201d. O texto afirmava que os ajustes da altura do volante, por meio de alavanca, eram duros. \u201cNele h\u00e1 at\u00e9 bot\u00f5es para comandar o r\u00e1dio, mas as respostas s\u00e3o pouco precisas \u2013 algumas vezes, simplesmente n\u00e3o funcionam.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O motor 2.2 a diesel de quatro cilindros rendia 120 cv e chamou a aten\u00e7\u00e3o por ser \u201cruidoso\u201d. O c\u00e2mbio de cinco marchas apresentou engates duros e dif\u00edceis. O torque de 29,5 mkgf a \u201cbaixos\u201d 1.600 rpm foi elogiado, assim como a maciez da suspens\u00e3o, mesmo com a ca\u00e7amba vazia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A dire\u00e7\u00e3o com assist\u00eancia hidr\u00e1ulica, que \u201cfacilita as manobras de estacionamento\u201d, tamb\u00e9m foi lembrada. Mas a falta do controle de estabilidade foi citada. \u201cAo trafegar em locais com piso de baixa ader\u00eancia com a ca\u00e7amba vazia, o utilit\u00e1rio apresenta tend\u00eancia a sair de traseira, escapando da trajet\u00f3ria quando se pisa mais firmemente no acelerador.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar desses \u201cescorreg\u00f5es\u201d, o texto refor\u00e7ava que a picape tinha cabine \u201cbem constru\u00edda e poucas rebarbas no acabamento\u201d. Mas a Mahindra tamb\u00e9m n\u00e3o foi adiante no Brasil. (Jornal do Carro)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornal do Carro &nbsp; Carros ruins h\u00e1 v\u00e1rios. \u00c9 comum um ve\u00edculo ter algumas falhas. Mas tem carro que exagera. S\u00e3o t\u00e3o ruins que tiram o sossego do dono, viram chacota. Ostentam mais defeitos que qualidades. E, nessas situa\u00e7\u00f5es, \u00e0s vezes o que resta \u00e9 desaparecer do mercado. Sair de cena. 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