{"id":36597,"date":"2019-08-19T08:29:43","date_gmt":"2019-08-19T11:29:43","guid":{"rendered":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/?p=36597"},"modified":"2019-08-19T08:29:43","modified_gmt":"2019-08-19T11:29:43","slug":"acordo-mercosul-ue-beneficia-carros-brasileiros-mas-exige-transformacao-da-industria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2019\/08\/19\/acordo-mercosul-ue-beneficia-carros-brasileiros-mas-exige-transformacao-da-industria\/","title":{"rendered":"Acordo Mercosul-UE beneficia carros brasileiros, mas exige transforma\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria"},"content":{"rendered":"<p><em>Jornal do Carro<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A assinatura do protocolo de inten\u00e7\u00f5es do acordo Mercosul-UE (Uni\u00e3o Europeia) de livre com\u00e9rcio, em julho, foi festejada pela ind\u00fastria nacional de ve\u00edculos. Executivos de montadoras e associa\u00e7\u00f5es de fabricantes consideram o tratado positivo para o carro brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 ressalvas. \u201cPara o Pa\u00eds, h\u00e1 diversas oportunidades, mas tamb\u00e9m amea\u00e7as\u201d, diz o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Fabricantes de Ve\u00edculos Automotores (Anfavea), Luiz Carlos Moraes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Jornal do Carro ouviu executivos de v\u00e1rias montadoras, das fabricantes de modelos generalistas \u00e0s de carros de luxo. H\u00e1 um consenso: se o acordo Mercosul-UE, que ser\u00e1 implementado de maneira gradual, passasse a valer hoje, a ind\u00fastria nacional sofreria um baque. O motivo \u00e9 que falta competitividade ao setor de ve\u00edculos do Pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA boa not\u00edcia \u00e9 que a melhora no n\u00edvel de competitividade agora tem prazo para acontecer, gra\u00e7as ao acordo Mercosul-UE\u201d, diz Moraes. Para o presidente da Audi do Brasil, Johannes Roscheck, mercados como o brasileiro n\u00e3o est\u00e3o prontos para competir globalmente. \u201cUm mercado fechado cria suas pr\u00f3prias regras. \u00c9 como um oligop\u00f3lio, sem alternativas\u201d, afirma o executivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os dirigentes de todas as montadoras ouvidas concordam que o governo tamb\u00e9m precisa criar medidas para garantir a evolu\u00e7\u00e3o do setor. A principal, segundo eles, \u00e9 a reforma tribut\u00e1ria, para reduzir a complexidade dos impostos no Pa\u00eds. \u201cOs custos que a burocracia desse sistema complexo causa \u00e0s empresas encarecem o carro nacional\u201d, diz Moraes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Anfavea recentemente divulgou um estudo sobre o papel do carro brasileiro no mundo. Entre os destaques, os ve\u00edculos feitos no Pa\u00eds respondem por 62% dos modelos vendidos na Argentina, por exemplo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica do Sul, excluindo a Argentina e o M\u00e9xico, o n\u00famero cai para 10%. No M\u00e9xico, o carro feito no Brasil representa 5,4% do mercado. \u201cNo mundo, a representatividade do carro brasileiro \u00e9 zero\u201d, afirma o presidente da Anfavea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por isso, segundo o setor, o acordo Mercosul-UE deve fortalecer o papel do Brasil como exportador. \u201cMas isso s\u00f3 vai acontecer quando o Pa\u00eds reduzir custos\u201d, pondera Moraes. Al\u00e9m disso, a utiliza\u00e7\u00e3o de autope\u00e7as importadas sem cobran\u00e7a de impostos pode reduzir o pre\u00e7o do carro nacional vendido no mercado interno.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o consultor da Bright Consulting Paulo Cardamone, a falta de competitividade da ind\u00fastria brasileira \u00e9 um problema s\u00e9rio. \u201cVejo poucas chances de o acordo Mercosul-UE potencializar o Brasil como exportador de carros\u201d, diz o especialista na \u00e1rea automotiva. \u201cA n\u00e3o ser que uma revolu\u00e7\u00e3o aconte\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O consultor v\u00ea chances remotas, inclusive para a exporta\u00e7\u00e3o de autope\u00e7as para a Europa. Cardamone acredita que, para o Brasil, o acordo Mercosul-UE \u00e9 vantajoso no setor de suprimento de alimentos. \u201cPara a ind\u00fastria, n\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Regras do acordo Mercosul-UE<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No fim de julho, foi assinado na B\u00e9lgica o protocolo de inten\u00e7\u00f5es para um acordo de livre com\u00e9rcio entre o Mercosul e Uni\u00e3o Europeia. Esse tema estava sendo negociado entre os dois blocos econ\u00f4micos havia 20 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para a ind\u00fastria automobil\u00edstica, as regras do acordo Mercosul-UE de livre com\u00e9rcio j\u00e1 est\u00e3o definidas. O processo de abertura dos dois mercados ocorrer\u00e1 de maneira gradual. O primeiro passo \u00e9 transformar o protocolo de inten\u00e7\u00f5es em acordo, o que deve levar entre dois e tr\u00eas anos, de acordo com informa\u00e7\u00f5es da Anfavea.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA pauta agora vai \u00e0 vota\u00e7\u00e3o nos congressos dos pa\u00edses do Mercosul e dos da Uni\u00e3o Europeia\u201d, diz Moraes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Mercosul \u00e9 formado por quatro pa\u00edses: Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A UE, por sua vez, tem 28 membros. S\u00e3o eles: Alemanha, \u00c1ustria, B\u00e9lgica, Bulg\u00e1ria, Chipre, Cro\u00e1cia, Dinamarca, Eslov\u00e1quia, Eslov\u00eania, Espanha, Est\u00f4nia, Finl\u00e2ndia, Fran\u00e7a, Gr\u00e9cia, Holanda, Hungria, Irlanda, It\u00e1lia, Let\u00f4nia, Litu\u00e2nia, Luxemburgo, Malta, Pol\u00f4nia, Portugal, Rep\u00fablica Tcheca, Rom\u00eania e Su\u00e9cia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir do que Moraes chama de \u201cmomento zero\u201d, que \u00e9 a consuma\u00e7\u00e3o do acordo Mercosul-UE, ter\u00e1 in\u00edcio um processo previsto para durar 15 anos. Esse \u00e9 o prazo para a consolida\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio livre de taxas de importa\u00e7\u00e3o entre os dois blocos. \u201cNos primeiros sete anos, poder\u00e3o vir da Europa para o Mercosul 50 mil carros, sendo 32 mil para o Brasil\u201d, explica o executivo. Nesse caso, o imposto de importa\u00e7\u00e3o cair\u00e1 pela metade \u2013 dos atuais 35% para 17,5%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A divis\u00e3o da cota entre as empresas ser\u00e1 definida pela Uni\u00e3o Europeia. Ap\u00f3s os primeiros sete anos, n\u00e3o haver\u00e1 mais restri\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de ve\u00edculos importados. A partir de ent\u00e3o, a taxa de importa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 reduzida gradualmente, at\u00e9 chegar a zero ao final dos 15 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No oitavo e nono ano, a taxa ser\u00e1 maior que nos sete primeiros. S\u00f3 a partir do d\u00e9cimo ano o imposto voltar\u00e1 a cair. Confira o cronograma abaixo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Cotas e taxas de importa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Nos sete primeiros anos \u2013 17,5% (limite de 50 mil carros para o Mercosul, sendo 32 mil para o Brasil)<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>8\u00ba ano \u2013 28,4% (cotas com n\u00famero definido de carros deixam de existir)<\/p>\n<p>9\u00ba ano \u2013 21,7%<\/p>\n<p>10\u00ba ano \u2013 15%<\/p>\n<p>11\u00ba ano \u2013 12,5%<\/p>\n<p>12\u00ba ano \u2013 10%<\/p>\n<p>13\u00ba ano \u2013 7,5%<\/p>\n<p>14\u00ba ano \u2013 5%<\/p>\n<p>15\u00ba ano \u2013 2,5%<\/p>\n<p>16\u00ba ano \u2013 Zero<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Recep\u00e7\u00e3o na ind\u00fastria automobil\u00edstica<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s o fim do programa automotivo Inovar-Auto (em 2018), que refor\u00e7ou o protecionismo ao carro nacional por meio do aumento do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para ve\u00edculos importados, a ind\u00fastria automobil\u00edstica nacional festeja a perspectiva de abertura, que pode gerar novas oportunidades para o Pa\u00eds, de acordo com executivos e consultores do setor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paulo Roberto Garbossa, da consultoria ADK Automotive, afirma que o ponto mais importante do acordo \u00e9 o impulso para tornar o setor mais competitivo no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Presidente da Volkswagen, Pablo Di Si considera o acordo fundamental para a ind\u00fastria. Mas diz que coisa vai mudar para a empresa de origem alem\u00e3. \u201cNa Europa, a marca est\u00e1 partindo para a total eletrifica\u00e7\u00e3o. E carros el\u00e9tricos j\u00e1 s\u00e3o isentos de imposto de importa\u00e7\u00e3o no Brasil.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O foco de v\u00e1rios pa\u00edses da Europa Ocidental rumo \u00e0 eletrifica\u00e7\u00e3o veicular, ali\u00e1s, pode ser um entrave \u00e0s expectativas de exporta\u00e7\u00e3o do carro brasileiro. Executivos e analistas acreditam que, mesmo com esse cen\u00e1rio h\u00e1 diversas oportunidades de neg\u00f3cios surgindo para a ind\u00fastria nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Transforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diretor de Rela\u00e7\u00f5es Institucionais da filial brasileira da Fiat Chrysler Automobiles (FCA), Antonio Sergio Mello diz que a repercuss\u00e3o do tratado \u00e9 positiva. \u201cO acordo de inten\u00e7\u00f5es \u00e9 o ponto inicial para as empresas come\u00e7arem a rever suas estrat\u00e9gias\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vice-presidente da Ford Am\u00e9rica do Sul, Rogelio Golfarb diz que j\u00e1 \u00e9 poss\u00edvel estabelecer algumas metas. \u201cA m\u00e1gica do mercado j\u00e1 come\u00e7ou. O acordo Mercosul-UE \u00e9 um motor de transforma\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Gleide Souza, diretora de rela\u00e7\u00f5es governamentais da BMW do Brasil, a assinatura do protocolo de inten\u00e7\u00f5es tem um efeito psicol\u00f3gico bom no mercado. \u201cO efeito pr\u00e1tico n\u00e3o \u00e9 imediato, mas o mundo est\u00e1 de olho no Brasil, com perspectiva0\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que o governo precisa fazer<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A reforma tribut\u00e1ria \u00e9, na opini\u00e3o de executivos do setor, o fator mais importante para aumentar a competitividade da ind\u00fastria brasileira. \u201cNeste momento, n\u00e3o h\u00e1 uma perspectiva de redu\u00e7\u00e3o de impostos, e sim de simplifica\u00e7\u00e3o\u201d, diz Moraes. \u201cA complexidade do sistema tribut\u00e1rio brasileiro encarece o produto final\u201d, afirma Gleide.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com Roscheck, o maior entrave \u00e0 competitividade do Brasil \u00e9 o que o executivo da Audi chama de impostos em cascata. \u201cN\u00e3o temos custos trabalhistas altos. S\u00e3o semelhantes aos dos novos pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia (os do Leste Europeu). Mas temos gastos para lidar com a complexidade dos impostos, que acabam gerando tamb\u00e9m burocracia.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo o executivo, por causa dos impostos em cascata, as empresas instaladas no Brasil t\u00eam tr\u00eas vezes mais pessoas trabalhando na \u00e1rea de finan\u00e7as que na Europa. Ele afirma que os gastos com consultorias para lidar com as regulamenta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o muito altos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Exemplo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Roscheck cita como bom exemplo de efici\u00eancia a Eslov\u00eania. O pa\u00eds da Europa Central saiu do socialismo no in\u00edcio dos anos 90 e elaborou um plano para melhorar seu n\u00edvel de competitividade. \u201cEnquanto no Brasil h\u00e1 diversas taxas, na Eslov\u00eania h\u00e1 um imposto \u00fanico, de 20%, para pessoas e empresas. Hoje, praticamente n\u00e3o h\u00e1 desemprego no pa\u00eds. H\u00e1 at\u00e9 falta de m\u00e3o de obra\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cRedefinir impostos, reduzir a burocracia e simplificar regulamenta\u00e7\u00f5es: esses s\u00e3o os pilares para tornar o Brasil mais competitivo no mercado mundial\u201d, acredita Moraes. Ele cita como exemplo de atraso o processo de regulamenta\u00e7\u00e3o de air bags para ve\u00edculos no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso requer vistorias e aprova\u00e7\u00f5es de diversos \u00f3rg\u00e3os, como o Ex\u00e9rcito e o Inmetro. Esses obst\u00e1culos aumentam o custo e at\u00e9 geram risco de paralisa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, \u00e0 espera de regulamenta\u00e7\u00e3o. \u201cNosso neg\u00f3cio \u00e9 cuidar da produ\u00e7\u00e3o, do ve\u00edculo e da tecnologia, n\u00e3o de quest\u00f5es como essas\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Moraes se mostra otimista em rela\u00e7\u00e3o ao empenho do governo em resolver esses entraves. \u201cEstudos foram enviados ao Minist\u00e9rio da Economia e (o ministro) Paulo Guedes est\u00e1 aberto a negocia\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Gleide Souza, da BMW, considera o avan\u00e7o da Reforma da Previd\u00eancia como o primeiro marco importante para tornar o Brasil mais eficiente e competitivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Desafios das montadoras<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para as empresas, o primeiro passo para aumentar a competitividade do carro brasileiro \u00e9 olhar para o mercado interno. O Rota 2030, programa de longo prazo do governo para o setor, vai levar a ind\u00fastria automobil\u00edstica nacional a produzir carros mais modernos destinados ao Pa\u00eds. \u201cEm alguns anos, n\u00e3o se ver\u00e1 mais carros de entrada, nos moldes atuais, nas ruas do Brasil\u201d, diz Roscheck, da Audi.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de implementar gradualmente a obrigatoriedade de diversos equipamentos aos carros do Pa\u00eds, o Rota 2030 tamb\u00e9m estabelece exig\u00eancias quanto \u00e0 efici\u00eancia energ\u00e9tica e \u00e0 seguran\u00e7a dos ve\u00edculos. \u201c\u00c9 preciso que essas regula\u00e7\u00f5es sejam implementadas guardando coer\u00eancia com o que est\u00e1 sendo feito na Europa\u201d, afirma Mello, da FCA.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>BMW come\u00e7a a produzir novo S\u00e9rie 3 no Pa\u00eds<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O executivo diz ainda que, al\u00e9m da moderniza\u00e7\u00e3o dos ve\u00edculos, a ind\u00fastria automobil\u00edstica brasileira precisa atender padr\u00f5es internacionais de efici\u00eancia produtiva e competitividade log\u00edstica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Moraes, da Anfavea, afirma que o Brasil j\u00e1 tem f\u00e1bricas t\u00e3o modernas quanto suas matrizes. Mas diante do novo cen\u00e1rio as montadoras ter\u00e3o de redefinir algumas estrat\u00e9gias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Golfarb, da Ford, afirma que nas grandes empresas as \u00e1reas de intelig\u00eancia e estrat\u00e9gia j\u00e1 est\u00e3o trabalhando sob a perspectiva de implementa\u00e7\u00e3o de novos neg\u00f3cios. Mas ele pondera que o mercado interno precisa crescer. \u201cO ideal seria que o mercado brasileiro de ve\u00edculos tivesse pelo menos o dobro do tamanho atual.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O futuro da ind\u00fastria e do carro brasileiro<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil precisa rever as estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o e vendas e, no novo cen\u00e1rio mundial, se especializar em produtos espec\u00edficos. Essa \u00e9 a vis\u00e3o do presidente da Anfavea sobre o papel que o Pa\u00eds pode desempenhar ap\u00f3s a conclus\u00e3o da implementa\u00e7\u00e3o do acordo de livre com\u00e9rcio entre o Mercosul e a Uni\u00e3o Europeia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Moraes, esse novo cen\u00e1rio pode n\u00e3o favorecer a produ\u00e7\u00e3o local de modelos com baixo volume de vendas. Para esse tipo de ve\u00edculo, a importa\u00e7\u00e3o far\u00e1 muito mais sentido. Por outro lado, a especializa\u00e7\u00e3o em segmentos de alto volume possibilitar\u00e1 exportar o carro brasileiro para v\u00e1rios outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Moraes diz que, al\u00e9m disso, a al\u00edquota zero para autope\u00e7as pode tornar mais barato o carro nacional que utiliza componentes importados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Roscheck enxerga a possibilidade de o Brasil ser uma plataforma de exporta\u00e7\u00e3o para a Am\u00e9rica Latina. Isso poderia ser feito por meio de novos acordos bilaterais, como o M\u00e9xico j\u00e1 faz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cHoje, n\u00e3o consigo exportar modelos da Audi feitos no Brasil. Para os demais pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, fica mais barato trazer da Europa\u201d, conta o presidente da filial brasileira da empresa. Isso pode mudar com a redu\u00e7\u00e3o da burocracia esperada pela ind\u00fastria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Eletrifica\u00e7\u00e3o da Europa<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Europa caminha rapidamente para a eletrifica\u00e7\u00e3o veicular. A partir de 2030, importantes cidades europeias proibir\u00e3o a circula\u00e7\u00e3o do carro com motor a combust\u00e3o. Essa tend\u00eancia vai se intensificar nas d\u00e9cadas seguintes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A partir de 2030, carros com motores a gasolina e diesel n\u00e3o poder\u00e3o mais rodar em Amsterd\u00e3, por exemplo. No mesmo ano, a Alemanha deixar\u00e1 de produzir motores de combust\u00e3o interna para ve\u00edculos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Isso pode ser um entrave \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es do carro brasileiro ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o do acordo Mercosul-UE. Por ora, n\u00e3o h\u00e1 an\u00fancios consistentes de planos de produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos el\u00e9tricos no Pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Garbossa, da ADK, nem s\u00f3 de carros viver\u00e3o as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras no contexto do acordo Mercosul-UE. \u201cNossa ind\u00fastria pode, por exemplo, exportar autope\u00e7as para esses carros\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por meio do acordo Mercosul-UE, a Anfavea prev\u00ea boas oportunidades de neg\u00f3cios com pa\u00edses do Leste Europeu. Esse bloco ainda n\u00e3o est\u00e1 engajado na eletrifica\u00e7\u00e3o da frota. Um porta-voz da associa\u00e7\u00e3o lembrou que recentemente a Alemanha sinalizou que a eletrifica\u00e7\u00e3o total dos autom\u00f3veis pode n\u00e3o ser a melhor solu\u00e7\u00e3o para o pa\u00eds. Isso porque a principal fonte de energia el\u00e9trica para os alem\u00e3es \u00e9 o carv\u00e3o, cuja queima gera grande volume de poluentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u2018Na Europa, a marca est\u00e1 partindo para a total eletrifica\u00e7\u00e3o. E carros el\u00e9tricos j\u00e1 s\u00e3o isentos de imposto de importa\u00e7\u00e3o no Brasil\u2019 \u2013 Pablo Di Si, presidente da Volkswagen.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cPara quem tem carv\u00e3o como matriz energ\u00e9tica, como ocorre com v\u00e1rios pa\u00edses da Europa, a eletrifica\u00e7\u00e3o total n\u00e3o faz sentido\u201d, diz Cardamone, da Bright Consulting. \u201cA eletrifica\u00e7\u00e3o total pode acontecer, mas isso ainda vai demorar muito. N\u00e3o \u00e9 um entrave \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o dos carros brasileiros.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00edbrido a etanol<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o das montadoras tamb\u00e9m avalia o Brasil como importante centro de desenvolvimento de biocombust\u00edveis para o mercado europeu, e tamb\u00e9m de produ\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos h\u00edbridos com motores movidos a etanol. \u201cConsiderando toda a cadeia, esse tipo de carro \u00e9 muito menos poluente que o el\u00e9trico\u201d, diz Cardamone.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Primeiro carro h\u00edbrido do mundo com motor a etanol, o Corolla ser\u00e1 feito na f\u00e1brica da Toyota em Indaiatuba (SP) e chegar\u00e1 \u00e0s concession\u00e1rias do Pa\u00eds no \u00faltimo trimestre deste ano. Em breve, o Nissan Kicks tamb\u00e9m ter\u00e1 vers\u00e3o el\u00e9trica cuja bateria ser\u00e1 recarregada por um motor a biocombust\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO acordo Mercosul-UE tamb\u00e9m vai incentivar as exporta\u00e7\u00f5es de outros setores e fazer a economia crescer. Isso \u00e9 bom para o Brasil como um todo. Inclusive para a ind\u00fastria automotiva\u201d, afirma o presidente da Anfavea. (Jornal do Carro)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornal do Carro &nbsp; A assinatura do protocolo de inten\u00e7\u00f5es do acordo Mercosul-UE (Uni\u00e3o Europeia) de livre com\u00e9rcio, em julho, foi festejada pela ind\u00fastria nacional de ve\u00edculos. 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