{"id":35721,"date":"2019-07-12T08:44:44","date_gmt":"2019-07-12T11:44:44","guid":{"rendered":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/?p=35721"},"modified":"2019-07-12T08:44:44","modified_gmt":"2019-07-12T11:44:44","slug":"a-zona-franca-de-manaus-poderia-ser-cinquenta-vezes-maior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2019\/07\/12\/a-zona-franca-de-manaus-poderia-ser-cinquenta-vezes-maior\/","title":{"rendered":"\u201cA Zona Franca de Manaus poderia ser cinquenta vezes maior\u201d"},"content":{"rendered":"<p><em>AutoInd\u00fastria <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ind\u00fastria brasileira projeta exportar 40 mil motocicletas em 2019, menos de 4% do que espera produzir no ano. Essa t\u00edmida participa\u00e7\u00e3o das vendas externas \u00e9 hist\u00f3rica no setor, que concentra suas f\u00e1bricas no Polo Industrial de Manaus (AM). Raramente bateu nos 10% e, quase sempre, fica pouco acima dos 5%.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa propor\u00e7\u00e3o chama a aten\u00e7\u00e3o de Ant\u00f4nio Delfim Netto, ministro de diversas pastas em v\u00e1rios governos e que acompanhou de perto o nascimento da Zona Franca de Manaus (ZFM), de onde sai a quase totalidade das motocicletas brasileiras. Rigorosamente de perto: afinal, coube a ele, como Ministro da Fazenda ent\u00e3o rec\u00e9m-empossado, coloc\u00e1-la em pr\u00e1tica em mar\u00e7o de 1967.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Formado pela Universidade de S\u00e3o Paulo em 1951, Delfim, aos 91 anos, avalia que, em suas cinco d\u00e9cadas, a ZFM cumpriu bem o seu papel, especialmente os aspectos socioambientais, e assegurou a forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra, expertise e infraestrutura industrial destacada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O professor em\u00e9rito da Faculdade de Economia e Administra\u00e7\u00e3o da USP, entretanto, defende que o modelo precisa ser aprimorado para assegurar sua pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o em ambiente internacional. A ZFM, avalia, deveria se tornar uma zona franca de fato, produzindo mais para o mercado externo do que para o Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A ZFM foi criada h\u00e1 52 anos, quando o senhor era o Ministro da Fazenda. Qual a lembran\u00e7a daquele momento?<\/strong><\/p>\n<p>A ZFM foi criada, de fato, pela Constitui\u00e7\u00e3o de 1967, promulgada em janeiro daquele ano e colocada em pr\u00e1tica em mar\u00e7o seguinte. Eu apenas a implementei atendendo ao dispositivo constitucional. N\u00e3o me recordo de quem foi a ideia, mas seguramente era de algu\u00e9m que tinha muita influ\u00eancia a ponto de coloc\u00e1-la na Constitui\u00e7\u00e3o (risos). Creio at\u00e9 que o Roberto Campos [economista] tem alguma coisa a ver com isso. Mas havia a ideia de criar alguma forma de atividade econ\u00f4mica na regi\u00e3o que gerasse desenvolvimento e ao mesmo tempo impedisse a degrada\u00e7\u00e3o da floresta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ZFM come\u00e7ou a tomar forma mesmo ainda no governo do Juscelino Kubitschek, por meio de uma lei de 1957. J\u00e1 existia ent\u00e3o essa vis\u00e3o da necessidade de uma a\u00e7\u00e3o no Norte do Brasil\u2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N\u00e3o sabia que havia essa lei da \u00e9poca do Juscelino. Porque ela foi praticamente criada do zero em 1967, n\u00e3o havia nada. Mas n\u00e3o tenha d\u00favida: o prop\u00f3sito era criar empregos para retirar as pessoas da floresta e concentr\u00e1-las em uma atividade urbana. E, j\u00e1 no in\u00edcio, teve sucesso e sempre contou com grande apoio pol\u00edtico. Creio que o maior problema \u00e9 que n\u00e3o se tornou efetivamente uma \u00e1rea de livre com\u00e9rcio, como s\u00e3o as zonas francas em outros pa\u00edses. Acho que poderia ter se tornado muito maior, caso estivesse mais ligada ao com\u00e9rcio externo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mas o senhor consegue imaginar aquela regi\u00e3o sem a ZFM hoje?<\/strong><\/p>\n<p>Essa quest\u00e3o n\u00e3o existe, porque cada vez que fazemos uma mudan\u00e7a, ela \u00e9 definitiva. No caso da ZFM, ela urbanizou, criou uma atividade industrial local, expertise, m\u00e3o de obra. Isso n\u00e3o \u00e9 um filme que d\u00e1 para rodar para tr\u00e1s. Agora acredito que h\u00e1 apenas um caminho: aperfei\u00e7oar, torn\u00e1-la ainda mais din\u00e2mica, voltada mais para o mercado externo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como seria esse modelo?<\/strong><\/p>\n<p>As zonas francas s\u00e3o assim: h\u00e1 plena liberdade de importa\u00e7\u00e3o para poder exportar tamb\u00e9m livremente e sem qualquer tributa\u00e7\u00e3o. S\u00e3o praticamente territ\u00f3rios externos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>No come\u00e7o dos anos 70, a principal atividade na ZFM era o com\u00e9rcio, os brasileiros seguiam pra Manaus para comprar eletr\u00f4nicos. J\u00e1 havia alguma oposi\u00e7\u00e3o, uma proposta de ajuste no modelo naquela \u00e9poca?<\/strong><\/p>\n<p>Para ser honesto, acho que nunca houve uma grande preocupa\u00e7\u00e3o com a ZFM. Ao contr\u00e1rio, havia uma oposi\u00e7\u00e3o imensa &#8211; e continua havendo. A percep\u00e7\u00e3o era de que o Brasil estava incentivando f\u00e1bricas no lugar errado. Uma f\u00e1brica de videocassete deveria estar S\u00e3o Paulo, n\u00e3o em Manaus. Isto porque a zona franca n\u00e3o atuava como tal, ainda que tenha sido concebida com a melhor das inten\u00e7\u00f5es, propondo a cria\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de enormes recursos f\u00edsicos, instala\u00e7\u00f5es industriais, equipamentos, forma\u00e7\u00e3o de trabalhadores especializados. Tudo isso aconteceu, mas ela nunca produziu o impulso externo, que \u00e9 o que se imagina de uma zona franca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como assim?<\/strong><\/p>\n<p>Esper\u00e1vamos que as empresas aproveitassem a localiza\u00e7\u00e3o para importar e exportar. Um peda\u00e7o, seguramente, ficaria no Brasil, mas o grosso seria exportado para o mundo e ter\u00edamos desenvolvido l\u00e1 n\u00e3o o que temos hoje, mas algo dez, quinze, cinquenta vezes maior. \u00c9 s\u00f3 olhar o que acontece nas zonas francas espalhadas pelo mundo. O maior cliente das ind\u00fastrias de Manaus \u00e9 o pr\u00f3prio mercado brasileiro. Mas, de fato, do ponto de vista socioambiental funcionou muito bem. Acredito que ZFM ajudou a reduzir a degrada\u00e7\u00e3o da floresta, o que \u00e9 algo fundamental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 apenas um caminho para a ZFM: aperfei\u00e7oar, torn\u00e1-la ainda mais din\u00e2mica, voltada mais para o mercado externo\u201d.<\/p>\n<p>Mas a defici\u00eancia nas exporta\u00e7\u00f5es \u00e9 um problema de todo o Brasil tamb\u00e9m. S\u00f3 exportamos commodities.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil j\u00e1 foi um grande exportador de manufaturados. Nos anos de 50 a 80, a exporta\u00e7\u00e3o de manufaturados com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o mundial crescia 15% ao ano. Deixamos de ser exportadores a partir do Plano Cruzado, por um erro da pol\u00edtica econ\u00f4mica, quando o governo, depois de quarenta anos, voltou ao usar a taxa de c\u00e2mbio para controlar a infla\u00e7\u00e3o. Isso at\u00e9 hoje.\u00a0 Basta lembrar o que se fez no Plano Real, que manteve o c\u00e2mbio supervalorizado, mas com qual instrumento? Com a maior taxa de juros do universo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma reforma tribut\u00e1ria n\u00e3o poderia colocar esse modelo em risco tamb\u00e9m?<\/p>\n<p>A reforma tribut\u00e1ria vai cuidar do Brasil e n\u00e3o existe a menor hip\u00f3tese de se aprovar uma reforma constitucional que anule a ZFM. Por\u00e9m, diria que uma reforma tribut\u00e1ria ter\u00e1 alguma influ\u00eancia na ZFM. Ent\u00e3o \u00e9 preciso pensar como assegurar o seu futuro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que senhor imagina?<\/strong><\/p>\n<p>Acho que o Brasil tem que se espelhar nas zonas francas de outros pa\u00edses, nos exemplos externos. Elas importam e exportam livremente. Se fosse para atender o mercado brasileiro, era melhor ter as f\u00e1bricas mais perto dos consumidores, os custos seriam muito menores. Seria interessante formar um grupo de economistas e engenheiros que estudassem os exemplos chineses, coreanos, que s\u00e3o territ\u00f3rios livres. Acho que Manaus tem uma boa localiza\u00e7\u00e3o, est\u00e1 4 mil quil\u00f4metros mais pr\u00f3xima dos grandes mercados externos. \u00c9 mais pr\u00f3xima deles do que do Brasil (risos).\u00a0 Est\u00e1 perto do Panam\u00e1, um caminho mais curto para o Oriente, e, claro, tamb\u00e9m dos Estados Unidos e da Europa. \u00c9 muito prov\u00e1vel que possamos ter algo muito mais eficaz e cinquenta vezes maior.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o poderia ter um plano B em rela\u00e7\u00e3o a essa ideia, no sentido de criar ali uma esp\u00e9cie de zona de desenvolvimento regional que n\u00e3o fosse exatamente um modelo de zona franca como essas que o senhor citou?<\/strong><\/p>\n<p>A ZFM j\u00e1 nasceu como um modelo de desenvolvimento regional, foi criada com esse esp\u00edrito. Mas porque ela n\u00e3o exporta motocicletas para o mundo? Anualmente, exportamos, em m\u00e9dia, apenas 50 mil motos das mais de 1 milh\u00e3o de unidades produzidas. Por que as fabricantes n\u00e3o exportam maci\u00e7amente para os Estados Unidos, por exemplo? Talvez porque seja mais vantajoso exportar diretamente da matriz no Oriente ou de outras unidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 poss\u00edvel essa transforma\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Criando condi\u00e7\u00f5es para que as empresas instaladas l\u00e1 n\u00e3o vivam quase que totalmente do mercado brasileiro. Podem e devem vender para o Brasil, mas de acordo com o que ele representa na economia mundial. Poder\u00edamos produzir 5 milh\u00f5es de motocicletas, e n\u00e3o apenas 1 milh\u00e3o, mas apenas uns 20% para o Brasil. Os 80% restantes iriam para os Estados Unidos, Nicar\u00e1gua, Fran\u00e7a etc. \u00c9 assim que funciona. Uma zona franca \u00e9 quase uma extraterritorialidade, uma regi\u00e3o fora do pa\u00eds, onde n\u00e3o h\u00e1 impostos e o sistema tribut\u00e1rio do pa\u00eds n\u00e3o interessa. Aqui eu me instalo para fazer motocicleta e importo tudo o que eu quiser e depois exporto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cPoder\u00edamos produzir 5 milh\u00f5es de motocicletas, mas apenas uns 20% para o Brasil. Os 80% restantes iriam para os Estados Unidos, Nicar\u00e1gua, Fran\u00e7a etc. \u00c9 assim que funciona uma zona franca\u201d.<\/p>\n<p><strong>Sem a obrigatoriedade de um processo produtivo b\u00e1sico?<\/strong><\/p>\n<p>Como disse, \u00e9 um outro princ\u00edpio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Os anos iniciais da ZFM foram marcados pela proibi\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es e forte est\u00edmulo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o para o mercado interno. Isso n\u00e3o acabou alterando o pr\u00f3prio conceito de zona franca?<\/strong><\/p>\n<p>Naquela \u00e9poca, o Brasil estava crescendo enormemente, por isso essa produ\u00e7\u00e3o mais direcionada.\u00a0 Se n\u00e3o existisse a ZFM, tudo estaria sendo produzido em Minas Gerais, S\u00e3o Paulo ou Paran\u00e1.\u00a0 A gente tem que entender que agora \u00e9 preciso transformar a ZFM. Quando o Brasil crescia 7,5% ao ano, ela era um infinit\u00e9simo de ordem superior e cumpria um papel social. O custo era m\u00ednimo. Mas faz trinta anos que o Brasil cresce 2% ao ano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o haveria uma rea\u00e7\u00e3o muito forte de outros entes da federa\u00e7\u00e3o contra esse modelo que o senhor defende?<\/strong><\/p>\n<p>A autoriza\u00e7\u00e3o j\u00e1 existe, \u00e9 constitucional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O senhor identifica algum segmento que teria um ganho muito expressivo com esse modelo exportador?<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 preciso pesquisar. Mas se for uma f\u00e1brica de bot\u00f5es, ela tem que pensar em exportar bot\u00f5es para o mundo inteiro. E para o Brasil, que representa 2% da economia mundial, deve enviar 2% desses bot\u00f5es. Esse \u00e9 o princ\u00edpio. N\u00e3o vejo nenhum risco para a ZFM, a n\u00e3o ser a estagna\u00e7\u00e3o. A tecnologia vai avan\u00e7ando e as vantagens vocacionais, diminuindo pelo pr\u00f3prio processo tecnol\u00f3gico. \u00c9 importante que pensemos de uma forma muita mais radical do que se vem pensando. Come\u00e7ar j\u00e1 com uma ind\u00fastria 4.0, muito mais desenvolvida do que a nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Mas as empresas que est\u00e3o l\u00e1 nunca identificaram essa vertente da exporta\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p>Elas n\u00e3o exportam por algum motivo. Precisamos descobrir qual \u00e9. N\u00e3o acredito que uma empresa multinacional venha para o Brasil e n\u00e3o queira aproveitar todo o mercado poss\u00edvel. O que pode ser \u00e9 que a matriz exporta diretamente para esses mercados. E n\u00e3o exportam diretamente para c\u00e1 porque \u00e9 mais vantagem enviar da ZFM. E tudo isso est\u00e1 na planilha. (AutoInd\u00fastria\/George Guimar\u00e3es)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>AutoInd\u00fastria &nbsp; A ind\u00fastria brasileira projeta exportar 40 mil motocicletas em 2019, menos de 4% do que espera produzir no ano. Essa t\u00edmida participa\u00e7\u00e3o das vendas externas \u00e9 hist\u00f3rica no setor, que concentra suas f\u00e1bricas no Polo Industrial de Manaus (AM). 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