{"id":26854,"date":"2018-06-04T08:46:15","date_gmt":"2018-06-04T11:46:15","guid":{"rendered":"http:\/\/dana.com.br\/canaldana\/?p=26854"},"modified":"2018-06-04T08:59:53","modified_gmt":"2018-06-04T11:59:53","slug":"brasil-pode-fabricar-baterias-de-carros-eletricos-veja-os-obstaculos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2018\/06\/04\/brasil-pode-fabricar-baterias-de-carros-eletricos-veja-os-obstaculos\/","title":{"rendered":"Brasil pode fabricar baterias de carros el\u00e9tricos? Veja os obst\u00e1culos"},"content":{"rendered":"<p><em>UOL <\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A atual crise de abastecimento da qual o pa\u00eds come\u00e7a a ser recuperar lentamente n\u00e3o tem origem apenas na greve de caminhoneiros. Boa parte do estrago vem da falta de investimento hist\u00f3rica em infraestrutura e, sobretudo, falta de diversifica\u00e7\u00e3o de matrizes. N\u00e3o h\u00e1 incentivo p\u00fablico amplo para desenvolver o segmento de el\u00e9tricos, ainda h\u00e1 preconceito e desinforma\u00e7\u00e3o sobre o g\u00e1s veicular e mesmo o &#8220;brasileir\u00edssimo&#8221; etanol carece de avan\u00e7os em seu processo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>UOL Carros tem publicado hist\u00f3rias de quem ignora as dificuldades existentes e j\u00e1 usa, divulga e at\u00e9 produz carros el\u00e9tricos num pa\u00eds que sequer tem lei de incentivo clara (exce\u00e7\u00e3o \u00e0 isen\u00e7\u00e3o do Imposto de\u00a0Importa\u00e7\u00e3o). Um dos obst\u00e1culos reais \u00e9 o valor da tecnologia, sobretudo quando falamos da fabrica\u00e7\u00e3o das baterias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar do ganho em escala na produ\u00e7\u00e3o durante os \u00faltimos anos, a escassez de componentes como o l\u00edtio pesa muito no processo. Mas h\u00e1 alternativas que podem se adequar ao nosso pa\u00eds, se quisermos deixar de engatinhar no assunto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Confira!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Baterias custam caro, mas s\u00e3o a base de tudo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia do custo, cada um dos oito m\u00f3dulos que comp\u00f5em a bateria do BMW i3 custa cerca de R$ 20 mil, de acordo com Henrique Miranda, gerente de produtos el\u00e9tricos da marca alem\u00e3. Ou seja, caso fosse necess\u00e1rio substituir o pacote completo, fora da garantia de oito anos concedida pela montadora, seria preciso gastar R$ 160 mil &#8211; quase o pre\u00e7o de um i3 zero em meados do ano passado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por conta disso, ainda n\u00e3o existe produ\u00e7\u00e3o comercial local de c\u00e9lulas de l\u00edtio, a base para as baterias de autom\u00f3veis el\u00e9tricos mais avan\u00e7ados. Mesmo globalmente, h\u00e1 poucos produtores, a maioria localizada na \u00c1sia (China e Jap\u00e3o), grande hub tecnol\u00f3gico para baterias de l\u00edtio. Mas isso pode mudar em breve.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Projetos locais de desenvolvimento e pesquisa de tecnologias para baterias e tamb\u00e9m mat\u00e9ria-prima para fabric\u00e1-las aqui est\u00e3o em curso, ainda que a passo lento. A chinesa BYD anunciou que vai instalar em Manaus (AM) uma f\u00e1brica de baterias para autom\u00f3veis el\u00e9tricos, com capacidade para fornecer baterias a cerca de 4 mil comerciais leves, \u00f4nibus, caminh\u00f5es, autom\u00f3veis e at\u00e9 empilhadeiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A previs\u00e3o inicial era come\u00e7ar a operar em dezembro passado, mas ainda n\u00e3o foi inaugurada. A gigante chinesa j\u00e1 tem f\u00e1brica de chassis de \u00f4nibus el\u00e9tricos e pain\u00e9is solares em Campinas, interior de S\u00e3o Paulo. Sim, trata-se de m\u00e3o estrangeira, mas h\u00e1 planos locais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tecnologia nacional<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lembra dos comerciais de baterias de carros com Emerson Fittipaldi? Pois bem, o ex-piloto era garoto-propaganda do Grupo Moura, um dos principais fornecedores de baterias comuns para as montadoras. S\u00f3 que agora a empresa prepara para a transi\u00e7\u00e3o rumo \u00e0 eletrifica\u00e7\u00e3o veicular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nas palavras de Spartacus Pedrosa, diretor executivo do ITEMM (Instituto Tecnol\u00f3gico Edson Moror\u00f3 Moura), ser\u00e1 &#8220;a primeira ind\u00fastria a produzir as baterias de l\u00edtio no Brasil para os mercados automotivo, de telecomunica\u00e7\u00f5es e tra\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa divis\u00e3o de neg\u00f3cios est\u00e1 instalada em Belo Jardim (PE) e pesquisa o desenvolvimento de sistemas de acumula\u00e7\u00e3o de energia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda que n\u00e3o abra totalmente o jogo, o Grupo Moura admite conversas com montadoras para o desenvolvimento e fabrica\u00e7\u00e3o local de carros el\u00e9tricos e h\u00edbridos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Um dos principais ativos da companhia s\u00e3o os fortes v\u00ednculos criados com as principais montadoras, o que permite abertura para discuss\u00f5es nas diversas frentes relacionadas ao desenvolvimento de novos produtos. Contratos de pesquisa e poss\u00edvel fornecimento, no entanto, s\u00e3o regidos por cl\u00e1usulas de confidencialidade, que impedem maiores coment\u00e1rios&#8221;, diz Pedrosa.<\/p>\n<p>De acordo com o executivo, as principais linhas de atua\u00e7\u00e3o em pesquisas com o uso de carbono, tanto nas baterias convencionais de chumbo, como em projetos combinados com o l\u00edtio, para abastecer ve\u00edculos eletrificados. Em baterias de chumbo-carbono, as primeiras citadas, a vida \u00fatil \u00e9 at\u00e9 tr\u00eas vezes maior, explica o executivo &#8211; esse produto, por\u00e9m, ainda n\u00e3o est\u00e1 no mercado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas o grande entrave para a produ\u00e7\u00e3o das baterias para el\u00e9tricos no pa\u00eds \u00e9 mesmo o custo. &#8220;Apesar do crescimento, persiste o entrave para entrada do l\u00edtio no mercado nacional, o pre\u00e7o, pois o kWh chega a ser tr\u00eas a cinco vezes mais elevado que o verificado para as baterias de chumbo-\u00e1cido&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra empresa que vai ingressar no mercado de c\u00e9lulas de l\u00edtio para baterias de autom\u00f3veis eletrificados \u00e9 a brasileir\u00edssima Electrocell, criada em 2001 e que se especializou em sistemas modulares de armazenamento de energia para empresas e resid\u00eancias com baterias de l\u00edtio e de chumbo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Companhia paulista, a Electrocell tamb\u00e9m \u00e9 pioneira na fabrica\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas de combust\u00edvel, que geram eletricidade a partir do hidrog\u00eanio, com aplica\u00e7\u00f5es semelhantes. Em cerca de dois meses, a Electrocell deve inaugurar f\u00e1brica de baterias em Jaguari\u00fana (SP) para produzir unidades de 48 V para empilhadeiras e &#8220;eletrocentros&#8221;, cont\u00eaineres com capacidade para armazenar at\u00e9 1 mWh de energia ou mil vezes a capacidade da bateria de um Tesla Model S.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essas mega-baterias ser\u00e3o utilizadas como &#8220;no-breaks&#8221; gigantes em ind\u00fastrias, data centers e at\u00e9 na acumula\u00e7\u00e3o de energia de placas solares ou p\u00e1s e\u00f3licas. Mas a ideia \u00e9 apostar no mercado automotivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;A partir de 2019, j\u00e1 teremos c\u00e9lulas para carros el\u00e9tricos no mercado e j\u00e1 temos seis projetos em andamento para fornecer baterias para ve\u00edculos, ainda em fase de prospec\u00e7\u00e3o&#8221;, conta Gerhard Ett, diretor de pesquisa e desenvolvimento da empresa, que garante que a Elecrocell mant\u00e9m conversas regulares com &#8220;praticamente todas&#8221; as marcas de volume.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Uma revolu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m existem pesquisas do Grupo Moura com o grafeno, material considerado revolucion\u00e1rio e capaz de minimizar drasticamente o tempo para recarga e reduzir o peso do conjunto de &#8220;pilhas&#8221; ou &#8220;c\u00e9lulas&#8221; que formam a bateria de carros eletrificados. A tecnologia, que tamb\u00e9m promete substituir o sil\u00edcio nos chips eletr\u00f4nicos, estaria nos planos da Tesla e de outras gigantes do setor, por exemplo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Brasil, o projeto de pesquisa \u00e9 conduzido em conjunto com a Universidade Mackenzie, desde 2013, no chamado MackGraphe, centro de estudos de nanotecnologia que foca o grafeno como material estrat\u00e9gico. Em 2016, a novos laborat\u00f3rios foram abertos com investimento conjunto de R$ 100 milh\u00f5es em parceria tamb\u00e9m com a Fapesp.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Sentimos necessidade muito grande de alternativas energ\u00e9ticas desenvolvidas no pa\u00eds, que \u00e9 muito carente de investimentos nessa \u00e1rea de tecnologia. Ainda n\u00e3o existe uma ind\u00fastria de c\u00e9lulas de l\u00edtio para baterias no pa\u00eds. Temos Pesquisa de grafeno \u00e9 mantida pelo laborat\u00f3rio da Universidade Mackenzie e empresas como Grupo Moura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atra\u00eddo o interesse de muitas empresas, inclusive do setor automotivo&#8221;, revela Jairo Pedrotti, coordenador da \u00e1rea de energia do MackGraphe, limitando-se a dizer que uma marca de caminh\u00f5es demonstrou interesse pela tecnologia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pedrotti explica que a fase atual \u00e9 de desenvolver prot\u00f3tipos de eletrodos feitos com grafeno, com previs\u00e3o de produzir as primeiras c\u00e9lulas, ainda em prot\u00f3tipos pequenos, dentro de cerca de seis meses. O grafeno \u00e9 fabricado em laborat\u00f3rio por meio de processos qu\u00edmicos que &#8220;descamam&#8221; grafite em n\u00edvel at\u00f4mico at\u00e9 a obten\u00e7\u00e3o de um p\u00f3.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;O grafeno substitui o eletrodo de grafite normalmente usado em baterias de l\u00edtio convencionais, com a vantagem de ter \u00e1rea superficial muito maior, com capacidade maior de reter energia, utilizando muito pouco material, cuja mat\u00e9ria-prima \u00e9 abundante no pa\u00eds&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como se trata de uma nova tecnologia, por\u00e9m, o custo acaba sendo muito elevado pela falta da massifica\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o. Num pa\u00eds sem incentivos ou projetos, acaba sendo um ciclo vicioso que n\u00e3o tira nosso projeto el\u00e9trico do ponto morto. Mas h\u00e1 potencial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 a Itaipu binacional, em conjunto com a FPTI (Funda\u00e7\u00e3o Parque Tecnol\u00f3gico de Itaipu), iniciou seu programa de desenvolvimento de carros el\u00e9tricos em 2006, convertendo unidades da Fiat Weekend\u00a0 em carros el\u00e9tricos com baterias de sal de s\u00f3dio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Inicialmente, o projeto teve parceria com a empresa europeia KWO AG, mas atualmente a hidrel\u00e9trica j\u00e1 det\u00e9m patentes e domina a tecnologia de produ\u00e7\u00e3o, nacionalizada. Feita com base do mesmo elemento que d\u00e1 origem ao sal de cozinha, mat\u00e9ria-prima barata e acess\u00edvel, essa bateria hoje equipa prot\u00f3tipos de ve\u00edculos, inclusive caminh\u00f5es e \u00f4nibus, e tamb\u00e9m \u00e9 usada em conv\u00eanio com o Ex\u00e9rcito para baterias estacion\u00e1rias em bases militares localizadas em regi\u00f5es remotas, sem eletricidade, com gera\u00e7\u00e3o e\u00f3lica ou solar de energia. Desde janeiro, o projeto entrou na segunda etapa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;A bateria de s\u00f3dio \u00e9 mais est\u00e1vel que a de l\u00edtio, especialmente em altas temperaturas, al\u00e9m de ter mat\u00e9ria-prima mais abundante e a mesma capacidade de carga de uma bateria de \u00edons de l\u00edtio&#8221;, explica Celso Novais, coordenador brasileiro do Programa de Mobilidade El\u00e9trica Sustent\u00e1vel de Itaipu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O por\u00e9m \u00e9 que as c\u00e9lulas de sal de s\u00f3dio s\u00e3o grandes, inviabilizando o uso em ve\u00edculos mais compactos. Contudo, aponta o pesquisador da Itaipu, que tamb\u00e9m \u00e9 chefe do Centro de Inova\u00e7\u00e3o em Mobilidade El\u00e9trica Sustent\u00e1vel, uma nova vers\u00e3o com c\u00e9lulas &#8220;achatadas&#8221; (cerca de 2,5 cm de altura e 10 cm de di\u00e2metro, contra 15 cm e 4 cm das anteriores, respectivamente) est\u00e1 sendo aprimorada. &#8220;Isso permite, por exemplo, posicionar a bateria no assoalho do ve\u00edculo. O custo de produ\u00e7\u00e3o ser\u00e1 um ter\u00e7o do necess\u00e1rio para fazer uma bateria de l\u00edtio, com o dobro da densidade de energia&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Novais explica que a vers\u00e3o 2.0 tem desenvolvimento em parceria com a su\u00ed\u00e7a Battery Consult AG e prev\u00ea produ\u00e7\u00e3o em s\u00e9rie para o fim do conv\u00eanio, em dezembro de 2019. At\u00e9 l\u00e1, os planos s\u00e3o licenciar a tecnologia para uma empresa fabricar em escala industrial, via abertura de edital. &#8220;Vamos conversar com potenciais parceiras, vejo a Moura como uma empresa que pode abra\u00e7ar o projeto, mas ainda n\u00e3o falamos com eles&#8221;, relata.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Destaca tamb\u00e9m o benef\u00edcio ambiental da bateria de sal: &#8220;\u00c9 100% recicl\u00e1vel, uma tecnologia ambientalmente correta&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Dinheiro \u00e9 fundamental para iniciar ciclo<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente, o Brasil det\u00e9m cerca de 0,4% das reservas mundiais de l\u00edtio &#8211; fica bem atr\u00e1s dos tamb\u00e9m vizinhos Chile e Argentina e nem precisamos considerar a for\u00e7a da Bol\u00edvia, maior fornecedora do planeta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por\u00e9m, estudo divulgado no ano passado pelo CPRM (Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil), \u00f3rg\u00e3o do governo federal, estima que nossas reservas sejam na verdade de 8%. A maioria das jazidas fica concentrada no Vale do Jequitinhonha, no norte de Minas Gerais. No come\u00e7o deste ano, a Sigma Minera\u00e7\u00e3o, empresa brasileira com capital canadense, anunciou investimento de R$ 230 milh\u00f5es para come\u00e7ar a extrair concentrado de l\u00edtio na regi\u00e3o a partir do ano que vem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 de produzir 240 mil toneladas do min\u00e9rio por ano, a maioria para exporta\u00e7\u00e3o. Por que n\u00e3o manter parte disso no pa\u00eds e investir no ciclo industrial da propuls\u00e3o eletrificada? Para tanto, ser\u00e1 necess\u00e1rio ter vontade pol\u00edtica, disposi\u00e7\u00e3o empresarial e investimentos pesados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;O que ir\u00e1 direcionar o investimento dos produtores de bateria \u00e9 o custo total da opera\u00e7\u00e3o fabril. N\u00e3o se trata de um investimento com r\u00e1pido retorno, mas de um aporte inicial elevado para desenvolvimento e produ\u00e7\u00e3o que s\u00f3 se mostrar\u00e1 sustent\u00e1vel se calculado em sua totalidade&#8221;, aponta Spartacus Pedrosa, do Grupo Moura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Dos equipamentos de uma unidade fabril, passando pelo fornecimento dos insumos, \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma rede de p\u00f3s-venda de excel\u00eancia, tudo precisa entrar nesse c\u00e1lculo&#8221;, completa o executivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tudo est\u00e1 posto: h\u00e1 custos, h\u00e1 um longo caminho a ser percorrido e os advers\u00e1rios globais s\u00e3o fortes. Mas o Brasil n\u00e3o pode mais insistir em uma \u00fanica solu\u00e7\u00e3o. (UOL\/Alessandro Reis)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UOL &nbsp; A atual crise de abastecimento da qual o pa\u00eds come\u00e7a a ser recuperar lentamente n\u00e3o tem origem apenas na greve de caminhoneiros. 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