{"id":1837,"date":"2015-08-18T08:37:14","date_gmt":"2015-08-18T11:37:14","guid":{"rendered":"http:\/\/dana.com.br\/canaldana\/?p=1837"},"modified":"2015-08-18T08:42:17","modified_gmt":"2015-08-18T11:42:17","slug":"1837","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2015\/08\/18\/1837\/","title":{"rendered":"Os carros 100% nacionais e a terceiriza\u00e7\u00e3o do risco"},"content":{"rendered":"<p><em>Best Cars<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>H\u00e1 poucos dias um amigo colecionador entrou em contato pedindo minha opini\u00e3o sobre a aquisi\u00e7\u00e3o de um Gurgel BR-800: entusiasta de modelos nacionais, ele ficou surpreso quando soube que minha simpatia pelo pequeno carrinho ruiu h\u00e1 alguns anos, quando tive a experi\u00eancia nada memor\u00e1vel de guiar um exemplar em razo\u00e1vel estado de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo sabendo que se trata de carro para cole\u00e7\u00e3o, n\u00e3o recomendei a aquisi\u00e7\u00e3o: autom\u00f3veis foram feitos para rodar e isso o BR-800 faz de uma maneira sofr\u00edvel. Faltam ergonomia, ventila\u00e7\u00e3o e acerto entre o motor Enertron bicil\u00edndrico e a caixa de c\u00e2mbio de apenas quatro marchas: \u00e9 garantia de muito barulho e pouco desempenho. Mesmo assim, o amigo manteve o interesse no pequeno carrinho, que apesar de desconfort\u00e1vel \u00e9 muito carism\u00e1tico &#8211; h\u00e1 uma legi\u00e3o de admiradores Brasil afora, enaltecendo suas virtudes e fazendo de tudo para mant\u00ea-lo rodando. Ter um Gurgel na garagem desperta um ufanismo jamais visto entre propriet\u00e1rios de Pumas, Engesas e outros \u00edcones brasileiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 pena que parte desse orgulho se deva ao famigerado vitimismo que assola boa parte dos brasileiros: muitos ainda enxergam o excelent\u00edssimo engenheiro Jo\u00e3o Gurgel como uma v\u00edtima do poderoso lobby das multinacionais aqui instaladas, mesmo sem serem capazes de assumir que o pr\u00f3prio Gurgel nunca manifestou tais lam\u00farias &#8211; pelo menos n\u00e3o em p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Cena era a materializa\u00e7\u00e3o do Ti\u00e3o, quase 40 anos depois de sua rejei\u00e7\u00e3o: uma empresa cujo futuro dependia de retrocessos t\u00e9cnicos e produtivos<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como bom empreendedor, Gurgel foi senhor de seu pr\u00f3prio destino. O pequeno mec\u00e2nico de bicicletas cresceu e formou-se engenheiro pela Escola Polit\u00e9cnica de S\u00e3o Paulo. Idealizou um pequeno carro popular antes de concluir a gradua\u00e7\u00e3o, o Ti\u00e3o, com arquitetura t\u00edpica da d\u00e9cada de 1940: motor dianteiro e tra\u00e7\u00e3o traseira. A recusa do projeto como trabalho de conclus\u00e3o do curso na Poli tornou-se um desafio pessoal para Gurgel: \u00e1vido por conhecimentos, o engenheiro fez uma escala no General Motors Institute, aceitando receber um sal\u00e1rio de estagi\u00e1rio. De volta ao Brasil, ingressou na Ford e fez amizade com \u201cBobby\u201d Schultz-Wenk, o alem\u00e3o que trouxe a Volkswagen ao Pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A amizade rendeu bons frutos: 10 anos depois, Jo\u00e3o apresentava o Gurgel 1200 no Sal\u00e3o do Autom\u00f3vel de 1966. A vers\u00e3o Xavante apareceu no estande da Macan Ltda., do pr\u00f3prio Jo\u00e3o, ao passo que a vers\u00e3o Enseada foi orgulhosamente exibida no estande da Volkswagen, respons\u00e1vel por chassi, motor e c\u00e2mbio. Bem sucedida, a parceria culminou com a Gurgel Ve\u00edculos em 1969.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jo\u00e3o ia muito bem: mudou-se da capital para a at\u00e9 ent\u00e3o tranquila Rio Claro, no interior paulista, produzindo e exportando seus utilit\u00e1rios com mec\u00e2nica VW. Mas ele queria mais: o fim da produ\u00e7\u00e3o do Fusca em 1986 soou como a oportunidade perfeita para o desenvolvimento de um autom\u00f3vel genuinamente nacional, t\u00e3o simples, barato e adequado \u00e0s necessidades do Brasil quanto o besouro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi uma verdadeira aposta: com apenas 2,9 metros de comprimento, peso de 450 kg, um motor bicil\u00edndrico de 650 cm\u00b3 e tra\u00e7\u00e3o traseira, o Cena (Carro Econ\u00f4mico Nacional) era a materializa\u00e7\u00e3o do Ti\u00e3o, quase 40 anos depois de sua rejei\u00e7\u00e3o. O anacronismo de sua proposta era simplesmente paradoxal: uma empresa cujo futuro dependia de v\u00e1rios retrocessos t\u00e9cnicos e produtivos. Jo\u00e3o tentava justificar sua cren\u00e7a no atraso: para ele, a tra\u00e7\u00e3o dianteira era invi\u00e1vel em virtude do elevado custo dos pneus radiais e das juntas homocin\u00e9ticas, componentes incompat\u00edveis com um autom\u00f3vel r\u00fastico e popular, projetado para as massas. Uma vis\u00e3o distinta de um g\u00eanio da engenharia, chamado Andr\u00e9 Lef\u00e8bvre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pupilo de Gabriel Voisin e egresso da Renault, Lef\u00e8bvre foi contratado por Andr\u00e9 Citro\u00ebn pouco antes de seu falecimento, em 1935. Afundada em d\u00edvidas, a empresa foi assumida pela Michelin, sua maior credora. Sob o comando de Pierre-Jules Boulanger, sua estrat\u00e9gia era incontest\u00e1vel: um autom\u00f3vel popular capitalizaria a empresa e, de quebra, aumentaria a demanda por pneus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para tanto, nada melhor que um ve\u00edculo simples, barato e adequado \u00e0s necessidades da Fran\u00e7a: assim surgia o lend\u00e1rio 2CV, com seu motor \u00e0 frente das rodas dianteiras, tamb\u00e9m respons\u00e1veis pela tra\u00e7\u00e3o (como no igualmente lend\u00e1rio Traction Avant). Seu rodar macio e suave era resultado da not\u00e1vel suspens\u00e3o independente de Marcel Chinon. Outro recurso interessante do 2CV eram os novos pneus radiais desenvolvidos pela Michelin: boa parte de seu comportamento din\u00e2mico se devia \u00e0 nova tecnologia, respons\u00e1vel por verdadeira evolu\u00e7\u00e3o na superf\u00edcie de contato dos pneus com o solo. A uni\u00e3o Michelin-Citro\u00ebn foi respons\u00e1vel por in\u00fameros avan\u00e7os da ind\u00fastria automobil\u00edstica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Carro errado no momento errado<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Honesto e competente, o 2CV durou 42 anos &#8211; seu carisma fez dele um dos s\u00edmbolos da Fran\u00e7a, ainda hoje cultuado. Quando o \u00faltimo foi produzido em 1990, o BR-800 (evolu\u00e7\u00e3o do projeto Cena, agora com motor de 800 cm\u00b3 por padr\u00e3o) ainda engatinhava: a carroceria de pl\u00e1stico e fibra de vidro era incompat\u00edvel com a produ\u00e7\u00e3o em larga escala e a transmiss\u00e3o por eixo card\u00e3 minava seu rendimento. Era simplesmente o carro errado no momento errado: centralizador, Jo\u00e3o Gurgel ficou conhecido pela personalidade teimosa e refrat\u00e1ria, evidenciada por v\u00e1rias de suas posi\u00e7\u00f5es, em especial em rela\u00e7\u00e3o ao \u00e1lcool combust\u00edvel. Avocou para si in\u00fameras responsabilidades, como a de empreendedor, engenheiro e designer. O resto \u00e9 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Basta lembrar que o concorrente do BR-800, pouco depois de seu lan\u00e7amento, foi o Fiat Uno Mille: um autom\u00f3vel idealizado por Giorgetto Giugiaro, com toda a tecnologia elaborada por d\u00e9cadas de trabalho de Dante Giacosa, Carlo Salamano, Aurelio Lampredi e Vittorio Valletta, entre outros talentos gerenciados pela fam\u00edlia Agnelli. Um trabalho de equipe, sem lugar para decis\u00f5es monocr\u00e1ticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sempre afirmei que a Gurgel quebrou sozinha, mesmo com os revezes impostos pela administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica. A \u00faltima esperan\u00e7a do engenheiro foi depositada num maquin\u00e1rio oriundo da Argentina: tudo indica que o velho Jo\u00e3o finalmente se renderia \u00e0 tra\u00e7\u00e3o dianteira, fabricando transeixos usados no pa\u00eds vizinho pelo Citro\u00ebn 3CV, vers\u00e3o local do 2CV. Mesmo que tivesse concretizado a empreitada, Gurgel continuaria investindo no atraso: a produ\u00e7\u00e3o argentina do 2CV havia sido encerrada em 1980, oito anos antes da produ\u00e7\u00e3o francesa. H\u00e1 at\u00e9 quem diga que ele recusou a tentadora proposta de um fabricante estrangeiro: n\u00e3o simpatizava com a ideia de perder a autonomia sobre o pr\u00f3prio nome.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os ufanistas ainda hoje lamentam o fato de o Brasil ter uma empresa do porte da Embraer e nenhuma no ramo automobil\u00edstico: ignoram completamente a iniciativa governamental que antecedeu sua funda\u00e7\u00e3o, incluindo a parceria tecnol\u00f3gica firmada com a alem\u00e3 Focke-Wulf. Tanto que as primeiras vendas comerciais s\u00f3 vieram em 1979, 10 anos ap\u00f3s sua funda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi promissora para um engenheiro que conhecia um m\u00ednimo de produ\u00e7\u00e3o industrial, o que dizer de um empreendedor completamente alheio ao assunto? Foi o caso de Nelson Fernandes na d\u00e9cada de 1960, quando decidiu criar a Ind\u00fastria Brasileira de Autom\u00f3veis Presidente (IBAP). A IBAP foi fundada numa \u00e9poca em que as pessoas ainda faziam neg\u00f3cios dando como garantia o fio do bigode, ou seja, baseadas apenas na honestidade, integridade, lealdade e respeito. Foram muitos os incautos que transformaram suas economias em capital de risco, viabilizando a realiza\u00e7\u00e3o do sonho de um autom\u00f3vel 100% nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A \u00fanica garantia de Fernandes estava em seus empreendimentos anteriores, nenhum ligado \u00e0 atividade industrial. Seu primeiro produto foi o Democrata, um sed\u00e3 com motor traseiro muito semelhante ao Chevrolet Corvair de 1960, tanto sob o aspecto t\u00e9cnico quanto pelo estilo. Uma empresa misteriosa, na qual muitos depositaram sua confian\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje qualquer investidor faz uma an\u00e1lise minuciosa antes de investir seu suado dinheiro em uma empresa de capital aberto, como contabilidade e quadro de gestores. Oficialmente, o que se sabe a respeito da IBAP \u00e9 que em meados da d\u00e9cada de 1960 a empresa nem sequer tinha balan\u00e7o patrimonial ou qualquer dado formalizado capaz de garantir sua opera\u00e7\u00e3o. Deu no que deu: os investidores nunca tiveram qualquer retorno e todas as medidas tomadas para evitar que novos interessados fossem prejudicados foram interpretadas como \u201ccampanha difamat\u00f3ria\u201d. O folclore automotivo brasileiro fala at\u00e9 em mancomuna\u00e7\u00e3o entre o governo e as multinacionais aqui instaladas: um prato cheio para os te\u00f3ricos da conspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando ainda residia em S\u00e3o Bernardo do Campo, SP, h\u00e1 20 anos decidi visitar as ru\u00ednas da antiga f\u00e1brica da IBAP: sob o teto em frangalhos restava um amontoado de carca\u00e7as, mas nada que lembrasse uma linha de montagem. Nem mesmo o sistema de produ\u00e7\u00e3o carrossel, adotado por Jo\u00e3o Gurgel na f\u00e1brica de Rio Claro, que conheci anos mais tarde.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de vender sonhos, Gurgel e Fernandes tamb\u00e9m pecaram no desenvolvimento do produto: quem andou no \u00fanico Democrata que ainda roda relata que a experi\u00eancia \u00e9 t\u00e3o ruim quanto a do BR-800. Ou t\u00e3o ruim quanto a do Emme Lotus 422T, fruto de uma aventura industrial promovida por uma empresa que nem figura p\u00fablica tinha: a Megastar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Residindo em Pindamonhangaba, SP, dessa vez foi o editor Fabr\u00edcio Samah\u00e1 quem descreveu as instala\u00e7\u00f5es da f\u00e1brica na mesma urbe: as dimens\u00f5es modestas do empreendimento eram incompat\u00edveis com a produ\u00e7\u00e3o de um autom\u00f3vel, ainda que artesanal. Uma greve tratou de anunciar que ali se fabricavam apenas autope\u00e7as. A promessa de um projeto 100% nacional se resumia a uma carroceria de pl\u00e1stico injetado apoiada sobre uma estrutura tubular (quanta originalidade\u2026). Enquanto o Democrata almejava ser um dos sed\u00e3s mais r\u00e1pidos do Brasil, o 422T queria ser o mais r\u00e1pido do mundo: 0 a 100 km\/h em cinco segundos e velocidade m\u00e1xima de 273 km\/h. O BMW M5 que se cuidasse!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apresentado no evento Brasil Motor Show de 1997 e no ano seguinte no Sal\u00e3o do Autom\u00f3vel, o 422T atraiu a aten\u00e7\u00e3o do p\u00fablico e o dinheiro dos incautos: a Megastar encerrou suas atividades em 1999. Dessa vez n\u00e3o surgiram teorias conspirat\u00f3rias: ningu\u00e9m sentiu saudades do acabamento prec\u00e1rio, da aus\u00eancia de bolsas infl\u00e1veis ou freios com sistema antitravamento (ABS) e da dirigibilidade, t\u00e3o sofr\u00edvel quanto a de seus precursores \u201c100% nacionais\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Curiosamente, o melhor vendedor de sonhos do Brasil viveu uma experi\u00eancia mais bem-sucedida: Eike Batista. A busca por um ve\u00edculo capaz de atender \u00e0s necessidades de seus empreendimentos fez com que ele produzisse em Pouso Alegre, MG, o JPX, uma vers\u00e3o do jipe A3 idealizado pela francesa Auverland. Expressivo em qualidades e defeitos, o JPX foi um verdadeiro fracasso comercial: estima-se que menos de 3.000 unidades foram produzidas de 1994 a 2001, acumulando preju\u00edzos estimados em dezenas de milh\u00f5es de d\u00f3lares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio Eike percebeu que uma ind\u00fastria automobil\u00edstica n\u00e3o \u00e9 empreendimento para aventureiros: nenhuma teoria da conspira\u00e7\u00e3o \u00e9 capaz de amenizar o risco da atividade. (Best Cars)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Best Cars &nbsp; H\u00e1 poucos dias um amigo colecionador entrou em contato pedindo minha opini\u00e3o sobre a aquisi\u00e7\u00e3o de um Gurgel BR-800: entusiasta de modelos nacionais, ele ficou surpreso quando soube que minha simpatia pelo pequeno carrinho ruiu h\u00e1 alguns anos, quando tive a experi\u00eancia nada memor\u00e1vel de guiar um exemplar em razo\u00e1vel estado de\u2026 <a class=\"readmore\" href=\"https:\/\/dana.com.br\/canaldana\/2015\/08\/18\/1837\/\">Leia mais \u00bb<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[79],"tags":[],"class_list":["post-1837","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mercado"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.3 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Os carros 100% nacionais e a terceiriza\u00e7\u00e3o do risco - 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