Água para o planeta e dinheiro para o bolso

Água para o planeta e dinheiro para o bolso

Água para o planeta e dinheiro para o bolso

José Cláudio Martins e sua esposa, Rosângela Imagem: Rodrigo Cezar Bianco

Marcelo Faria, funcionário da Dana, economiza água da natureza e dinheiro do bolso. Ele construiu em sua casa um sistema que coleta e reaproveita água da chuva. Funciona assim: as calhas da casa desviam a chuva para um reservatório. A água é então filtrada e reaproveitada para a descarga do vaso sanitário, irrigação do jardim e até para lavar o carro. É um sistema simples que traz economia de até 45% na conta de água mensal.

“Se todo mundo fizer a sua parte, não estaremos mais agredindo tanto o meio ambiente”, orgulha-se Marcelo, que não quer parar por aí. Agora, ele pretende construir uma caixa de compostagem, na qual se coloca lixo orgânico (cascas de frutas, por exemplo), serragem ou areia que, com o tempo, se decompõe e se transforma em adubo orgânico.

Exemplo similar vem de José Cláudio Martins, na Dana desde 1998, que também fez em sua casa um sistema que reaproveita a água usada na máquina de lavar. O engenho canaliza a água da máquina para uma caixa de mil litros. O líquido – que já continha um pouco de sabão e água sanitária – é então tratado com cloro e usado para limpezas gerais, como calçada e quintal, gerando economia não só de água, mas também de sabão. “É uma ajuda à companhia de água, ao meio ambiente e ao nosso bolso”, sorri José, que credita a ideia à esposa, Rosângela.

Lindomar Moraes dos Santos Imagem: Marcos Massa
Lindomar Moraes dos Santos
Imagem: Marcos Massa

Outro que também gosta de inventar coisas para poupar a natureza é Lindomar Moraes dos Santos, na Dana desde 1984. Ele também criou um sistema para reaproveitar água em casa, mas com uma economia a mais: de energia elétrica.

Funciona assim: a água da chuva armazenada numa caixa vai para a máquina de lavar, para o tanque de lavar roupa ou para a descarga do vaso sanitário. E parte da energia elétrica usada no sistema de bombeamento vem de um cata-vento que ele mesmo construiu em cima da casa, usando peças de bicicletas velhas.

“Além de economizar água, também reduzo o material que vai para o esgoto. Se todo mundo fizesse um pouco disso, muitos problemas ambientais seriam evitados”, acredita o inventor, que economiza 40% na conta mensal de água.

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