Avaliação

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Bons motivos para comemorar

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A maior de todas as riquezas que alguém pode acumular é o conhecimento. E o gosto por estudar e aprender coisas novas começa na infância, ainda nos primeiros anos escolares. Para incentivar o aprendizado, nada melhor do que mostrar às crianças, desde cedo, a fonte de infinitas descobertas e possibilidades: os livros. É por isto que a Dana e a Associação de Apoio à Criança em Risco (ACER) insistem em querer ajudar a mudar os índices de leitura no país – em queda, segundo a pesquisa “Retrato da Leitura no Brasil”, realizada pelo Instituto Pró-Livro e o Ibope Inteligência. Um trabalho de formiguinha, é verdade, mas que já começou e está trazendo muitos resultados através do “Projeto Agenda Cultural – Histórias transformando o futuro”, apoiado pela Dana com recursos do ProAC.

Prova disto são as avaliações realizadas junto aos diretores e alunos das seis escolas municipais atendidas pelo projeto: Escola Atila Ferreira Vaz, Escola de Educação Básica Chico Mendes, Escola Carolina Maria de Jesus, Escola Florestan Fernandes, Escola Hercília Alves S. Ribeiro e Escola Novo Eldorado – todas situadas em Diadema, São Paulo. A ACER desenvolveu uma pesquisa para avaliar as atividades de Mediação de Leituras, Contação de Histórias e Teatro de Bonecos, promovidas pelo projeto. Foram realizadas duas pesquisas, uma com os diretores e outra com os alunos. Os diretores foram convidados a responder um questionário com oito perguntas abertas sobre temas referentes ao projeto, tais como os pontos positivos e negativos da parceria, impacto no processo pedagógico dos alunos e atuação dos monitores.

Integração: livros e descobertas compartilhados Imagem: acervo ACER
Integração: livros e descobertas compartilhados
Imagem: acervo ACER

Entre as várias informações levantadas, a pesquisa com os diretores destaca que o projeto está incentivando a leitura de uma forma descontraída e envolvente. As atividades estão promovendo a ampliação do repertório das crianças e o desenvolvimento de habilidades de leitura e escrita. A oralidade dos alunos, fundamental para a comunicação e expressão, também teve avanços bastante significativos.

O envolvimento dos monitores com os alunos foi citado como um dos pontos fortes do projeto – os jovens monitores, dedicados e alegres, contagiam as crianças e transformaram-se em uma referência positiva para elas. Entre os pontos a desenvolver, as escolas enfatizam que as atividades deveriam ser mais frequentes e o período de duração deveria ser maior. Novas formações de Contação de Histórias também são bem-vindas e importantes para desenvolver ainda mais os monitores e incrementar as atividades.

Aline Acorinte, Coordenadora do Núcleo de Educação e Cultura da ACER, conta que a avaliação dos diretores foi fundamental para legitimar a importância do projeto. “Com a pesquisa, pudemos verificar que a parceria com as escolas tem sido positiva e que o nosso trabalho tem auxiliado no desenvolvimento das crianças, o que nos deixa satisfeitos por estar conseguindo alcançar nosso principal objetivo que é incentivar a leitura”, destaca a coordenadora. “Sabemos a importância de uma avaliação para a eficiência de um projeto. Saber  a opinião, tanto dos atendidos quanto dos parceiros, é fundamental para levantarmos falhas e acertos do processo e, desta forma, realizar as adequações necessárias para melhorar o nosso atendimento. Estas avaliações também nos fornecem dados que, futuramente, poderão nos auxiliar na sustentabilidade do projeto”, conclui.

E a sala de aula transforma-se na melhor parte do dia Imagem: acervo ACER
E a sala de aula transforma-se na melhor parte do dia
Imagem: acervo ACER

Os pequenos atendidos também estão bastante satisfeitos com toda esta movimentação dos últimos meses. As crianças participaram da avaliação através de um questionário feito especialmente para cada faixa etária. Através de seis questões fechadas – onde as respostas eram identificadas por carinhas sorridentes, sérias ou brabas –, os alunos avaliaram o quanto gostaram das atividades desenvolvidas pelos monitores. O questionário foi aplicado pelos próprios professores em uma amostra que abrangeu 13,5% das crianças atendidas nas seis escolas. O resultado da pesquisa com os alunos só confirma que as crianças gostam mesmo é de aprender brincado: a grande maioria gosta muito de todas as atividades, mas as brincadeiras e a Contação de Histórias – onde quem conta um conto aumenta um ponto – têm lugar de destaque na preferência e na imaginação da criançada.

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