Entre Mundos

Entre Mundos

Dana apoia filme sobre modelos de parcerias sustentáveis no Brasil, Índia e México.

Abertura do documentário: Diwali Festival, o festival das luzes – festa Hindu que celebra o fim da escuridão. Imagem: Anderson Capuano

Esqueça o conceito de ações assistencialistas que amenizam situações, mas não solucionam problemas. O que um grupo cada vez maior de empreendedores ao redor do mundo quer é acabar com a pobreza no planeta através de capacitação, geração de trabalho e parcerias lucrativas para empresas e pessoas. São as chamadas empresas sociais, que investem capital em negócios inovadores gerenciados por cidadãos que estão na base da pirâmide social.

Este é o tema do filme “Entre Mundos” patrocinado pela Dana através do Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (ProAC). O documentário mostra a história de três mulheres que tiveram suas realidades transformadas ao receberem o que deveria ser direito obrigatório em qualquer sociedade: uma oportunidade. Distantes geograficamente e vivendo em cenários de pobreza distintos, Edna, Nageswari e Verônica protagonizam histórias de mudanças reais e viáveis. Com o apoio e investimento de três empresas sociais, estas mulheres passaram por uma avalanche de mudanças que vai muito além do aspecto financeiro. Elas recuperaram a dignidade, ganharam novas perspectivas e, principalmente, passaram a ser agentes do desenvolvimento sustentável em suas comunidades.

Envolto nesta atmosfera humana, mas com os dois pés no chão, o longa-metragem filmado no Brasil, Índia e México, é costurado por depoimentos de empreendedores que apostam na causa, apresenta detalhes práticos dos projetos centrais do filme e convida a refletir sobre o alcance de ações desenvolvidas por empresas híbridas, que combatem a pobreza sem abrir mão do lucro.

Time "Projeto 2,5" voltando da primeira viagem de pesquisa. Imagem: Anderson Capuano
Time “Projeto 2,5” voltando da primeira viagem de pesquisa.
Imagem: Anderson Capuano

Mas afinal, é possível sonhar com o fim da pobreza, que hoje permeia quatro bilhões de pessoas, a partir de negócios lucrativos e de alto impacto social? Esta foi a questão levantada pelos idealizadores do projeto – cinco alunos de Administração Pública da FGV que decidiram mostrar exemplos de ações concretas para erradicar a pobreza. Para eles, o caminho é longo, mas ele existe e já está sendo trilhado.

Tudo começou em 2007 quando os estudantes Nina Valentini, Antonio Moraes Neto, Fernando Mistura, Liza Matsuda e Maria Fernando Gayoso Neves criaram o “Projeto 2,5” com o objetivo de divulgar para o maior número de pessoas possível modelos de negócios rentáveis que causam impacto positivo em populações de baixíssima renda. Logo em seguida, a produtora Talk Filmes se uniu ao time e o projeto passou a se chamar “Entre Mundos”. De lá pra cá, o documentário foi aprovado em leis de incentivo, ganhou o apoio do Fundo Familiar Camargo Correa e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e começou a ganhar forma com a captação de imagens na Índia e no México.

Para Luis Pedro Ferreira, Diretor de Comunicação Corporativa e de Marketing da Dana para a América do Sul, apoiar um projeto como o “Entre Mundos” é um exercício de cidadania. ”O conceito de Responsabilidade Social Corporativa, para nós, está alinhado com o ato de exercer a boa cidadania corporativa, de atuar como protagonistas e fazer uso dos recursos e ferramentas disponíveis para agir e fazer a diferença. A Dana não é uma empresa que atua diretamente no varejo e, por isso, não podemos dizer que o potencial deste tipo de ação como iniciativa de Marketing é o que nos move, pois não venderemos um centavo a mais graças a este apoio. Mas isto não nos impede de atuar, de fazer uso deste importante incentivo e da oportunidade que o Governo do Estado de São Paulo nos dá através do ProAC ao compartilhar conosco a decisão do destino de uma parte da verba pública oriunda do ICMS”, afirma o diretor.

Cena do filme captada na Índia. Imagem: Anderson Capuano
Cena do filme captada na Índia.
Imagem: Anderson Capuano

Com recursos do ProAC, o Governo do Estado de São Paulo estimula empresas a patrocinar projetos culturais, permitindo um abatimento de 100% do valor incentivado até o limite de 3% do ICMS devido. Luis Pedro enfatiza o quanto estes recursos são fundamentais para dar vida a projetos deste porte. “A renúncia fiscal que o Governo do Estado faz é louvável e ainda mais importante se considerarmos os desafios de arrecadação e equilíbrio das contas públicas. Portanto, é motivo de honra e um privilégio poder apoiar um projeto com verba incentivada, ainda mais se o objetivo é dar mais visibilidade para iniciativas que têm potencial de mudar o destino de tantos e fazer a diferença na vida das pessoas. A inclusão social através da participação ativa na economia é um dos mecanismos mais poderosos e sustentáveis que existe e poder fazer isto em parceria com o Estado e um grupo de produtores culturais e sociais nos alegra e ilumina”, conclui.

A equipe de produção ainda está captando recursos e iniciando a pré-produção para as gravações no Brasil. Para lançar o documentário em 2013, ainda é necessário arrecadar a soma de R$ 250 mil. A ideia é captar este valor através de uma campanha de financiamento colaborativo, conhecida como crowdfunding. Priscila Martoni, sócia e produtora executiva da Talk Filmes, conta que além do filme “Entre Mundos” ter uma temática que dialoga intensamente com o modelo de financiamento feito por um coletivo de pessoas, o documentário propõe outra inovação. “Por tratar-se de um projeto aprovado na Lei do Audiovisual, desenvolvemos nosso próprio processo para concentrar energias e esforços na captação de recursos. Criamos cotas de patrocínio de R$ 100,00, que podem ser compradas no site do filme. O dinheiro é depositado em uma conta bloqueio supervisionada pela Ancine, o que permite transparência para o doador e garantia de que a verba será usada na realização da obra”, destaca a produtora.

Priscila Martoni (centro) e a equipe "Entre Mundos". Imagem: Anderson Capuano
Priscila Martoni (centro) e a equipe “Entre Mundos”.
Imagem: Anderson Capuano

Priscila acrescenta que apoiar a realização deste documentário representa mais do que levar um novo filme nacional para as telas. Cada cota de patrocínio significa investimento num novo modelo de negócio audiovisual, que além de restituir os recursos de seus doadores e oferecer ingressos e fotografias exclusivas, quer dar como contrapartida a apresentação de um tema fundamental para que a sociedade possa refletir e buscar caminhos para viver com mais harmonia e sustentabilidade. “Como sócia e produtora executiva da Talk Filmes, ao lado dos produtores Dois e Meio, tenho o imenso orgulho em dizer que faço parte de um projeto que quer mostrar ao mundo um novo setor de empreendedores sociais de sucesso, que estão inspirando muita gente e fazendo a diferença na nossa sociedade”, conclui.

Quer ser um apoiador?

Basta entrar no site www.entremundos.tv e clicar na seção “Patrocine” (no menu superior). Depois é só preencher um rápido formulário e fazer sua doação. Pronto! Em contrapartida, você terá seu nome nos créditos finais do filme e no website. Cada cota de patrocínio também dá direito a um ingresso para uma sessão exclusiva (em São Paulo ou no Rio de Janeiro) e a uma foto artística, em alta qualidade, da produção do documentário. Você pode adquirir quantas cotas quiser e deduzir o valor investido de seu Imposto de Renda (em até 6% do valor devido).

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