DANA APÓIA ONG PROJETO ARRASTÃO E DESTINA LONAS E BANNERS PARA OFICINA DE CULTURA E MODA

A Dana, uma das principais fabricantes nacionais de sistemas automotivos, doou mais de 400 m² de lonas e banners utilizados pela empresa em ações promocionais para a ONG Projeto Arrastão, de São Paulo. Feitos de plástico, os produtos serão usados na Oficina do Núcleo de Moda e Design da organização como matéria-prima para a confecção de roupas e acessórios de escritório, como aventais, camisetas, pastas e caixas, entre outros. A renda arrecadada é revertida para o projeto e para as mães que trabalham na oficina.

“Este tipo de ação com o Projeto Arrastão é uma prova de que parcerias com ONGs nem sempre envolvem dinheiro em espécie e podem render frutos de abrangência social e ambiental, incentivando a sustentabilidade”, comentou o gerente de Comunicação Corporativa da Dana, Luis Pedro Ferreira. Segundo o executivo, as lonas e banners foram usados em eventos promocionais e seriam retalhados e destinados a aterros sanitários. “Agora, toda lona descartada pela Dana será doada para este projeto. Dessa forma, colaboramos tanto com a preservação ambiental, evitando a geração de resíduos, como incentivamos seu reaproveitamento e transformação em arte, ajudando a gerar renda para várias famílias. Buscamos investir em ações sociais que nos marquem como agente ativo de mudança na situação em que estas pessoas se encontram, sem relações de dependência entre as partes”, explica Ferreira.

A Oficina do Núcleo de Moda e Design do Projeto Arrastão faz parte do Programa Design Possível, criado em 2004 pela Universidade Mackenzie e pela Universidade de Firenze, na Itália, e do qual participam duas outras ONGs – Aldeia do Futuro e Monte Azul. Desde outubro do ano passado, a oficina, que conta com seis mães da comunidade, produz diversos acessórios e roupas em materiais diferenciados, como o plástico, além de trabalhos em tecido e bordados.

O Projeto Arrastão é uma organização sem fins lucrativos que atua há 38 anos com ações múltiplas e integradas nas áreas pedagógica, cultural e social. Foi fundado em 1968, com um grupo chamado Clube de Mães que ensinava trabalhos manuais em um barracão no Campo Limpo, zona sul de São Paulo, às mulheres da comunidade. Com a capacitação oferecida pelas aulas, essas mulheres conseguiram empregos e passaram a necessitar de um espaço para acolher suas crianças durante a jornada de trabalho. O barracão se transformou, então, em uma organização com o nome de Arrastão – Movimento de Promoção Humana – que recebeu os filhos das novas trabalhadoras.

Hoje, o Projeto Arrastão atende diretamente 1.200 crianças, jovens e adolescentes entre zero e 21 anos, e cerca de 5.000 pessoas das comunidades de Embu-Guaçú, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra e Campo Limpo em diversos projetos sociais e educacionais, como o Saúde Preventiva, Programa Família, Voluntariado, Mobilização Social e CorArrastão, entre outros.

O CorArrastão alia a arte à reciclagem e ao trabalho em conjunto. Utilizando diversos materiais de construção, os moradores da região realizam, em mutirão, a restauração de seus locais de moradia, resgatando o patrimônio cultural, qualidade de vida e valores do cooperativismo. Já foram restauradas cerca de 70 residências e, em parceria com a Prefeitura de Taboão da Serra, deverão ser restauradas mais de 700 casas no Parque Pinheiros.

Cardume Cidadão

Um dos mais recentes programas do Projeto Arrastão é o Cardume Cidadão, destinado às pessoas físicas. A ação tem por objetivo motivar os indivíduos, independentemente da região que habitam e da classe social, a serem associados do projeto e contribuir mensalmente para a manutenção dos atuais programas e também para a criação de novos. Ao ingressar no Cardume Cidadão, o sócio-doador tem direito a atendimento personalizado, recebe a cada três meses um brinde exclusivo criado pelo Núcleo de Moda e Design e também uma correspondência informando para qual projeto a doação foi destinada.

De acordo com Regina Baron, diretora de relações institucionais do Projeto Arrastão, a cada dia o envolvimento com comunidade é maior, assim como o número de crianças e famílias que são atendidas. “Para conseguirmos manter esse atendimento e as ações que realizamos, precisamos investir continuamente na ampliação da nossa estrutura. Apesar das parcerias que já possuímos, precisamos de novos associados para continuar esse trabalho de 38 anos”, finaliza Regina.